Curso Genius Webinars · Jason Fladlien · versão completa em português

Método Webinar 10X

O curso inteiro, módulo por módulo, com os scripts, exemplos e números que Jason ensina. Depois de cada parte que exige trabalho seu, há uma ficha de IA: ela explica o que o prompt faz, o que você precisa ter em mãos e o que vai receber de volta.

1 · EstudeLeia o capítuloCada capítulo traz a teoria completa daquele módulo, com as falas do Jason adaptadas para o português.
2 · ExecuteUse a ficha de IACopie o prompt, cole no Claude ou no ChatGPT e complete o que estiver destacado em laranja.
3 · MonteLeve para o roteiroA resposta da IA é um rascunho. Ajuste à sua voz e cole no roteiro de slides do seu webinar.

Antes de tudo: o briefing da sua oferta

Todos os prompts da página começam com estas informações. Preencha uma vez e elas entram automaticamente em cada prompt, assim a IA trabalha em cima da sua oferta, e não de uma oferta genérica. O que ficar em branco aparece em laranja no prompt para você completar na hora. Tudo fica salvo só neste navegador.

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MÓDULO 0 · VISÃO GERAL · TREINAMENTO PRÉ-EVENTO

A lógica do método antes de qualquer slide

Jason Fladlien diz ter gerado mais de US$ 100 milhões em vendas com webinars. Ele não trata o webinar como uma aula com uma oferta no fim. Para ele, o webinar de pitch existe para vender, e ele mede sucesso pelo dinheiro no carrinho quando a transmissão termina. Educação e valor são consequências, não o objetivo.

A teoria do mercado: 10%, 80%, 10%

Em qualquer mercado, em qualquer momento, o público se divide assim:

FatiaComportamentoO que fazer
10% nunca compram“Você vende nota de um milhão por dez reais e eles reclamam que vão ter que pagar imposto.”Ignorar. Não construa o webinar em volta deles.
80% talvez compremCompram se receberem a informação certa, na circunstância certa, com a apresentação certa.É para eles que o método inteiro existe.
10% sempre compramCompram quase qualquer coisa que você coloque na frente deles, se forem convidados.Basta convidar (veja o capítulo da Fórmula dos 10%).

A estrutura: quatro blocos com tempos definidos

BlocoTempoFunção
1. Introdução5 a 15 minAutoridade, compromisso, objeções antecipadas, esperança e mistério. Criar compradores antes do conteúdo.
2. Conteúdo45 a 60 minResultado definido, passo a passo e, em cada passo, contexto, visão, estratégia e compromisso.
3. Transição3 a 5 minRecapitulação de 60 segundos, meia dúzia de sins e o fechamento das duas escolhas.
4. Fechamento45 min ou maisOferta, preço, bônus, garantia, objeções, com escassez espalhada do início ao fim.

Regra dos tempos: quanto mais barato o produto, mais perto do mínimo; quanto mais caro, mais perto do máximo. A transição não muda. O fechamento cresce com o preço. Para produtos de valor muito alto, Jason divide a venda em dois, três ou quatro webinars, sempre com a mesma estrutura. E uma regra de fechamento: “enquanto eles estiverem comprando, eu continuo vendendo”. Ele já ficou cinco horas no ar vendendo.

A ordem de construção é o contrário da ordem de apresentação

Jason começa pelo fechamento. O motivo: você pode mudar tudo em um webinar, mas sem oferta ele fatura zero. A introdução deriva do conteúdo, o conteúdo deriva do pitch e a transição é a ponte entre os dois. Como montar a introdução se você não sabe o que vai revelar? Como ensinar algo que prepara a oferta se você não sabe qual é a oferta?

Quem escreve na ordem natural chega à oferta 15 horas depois, cansado e enjoado do próprio material, “como ouvir a mesma música mil vezes em três dias”. É exatamente quando a parte que mais importa recebe a pior energia.

Ordem que ele segue: oferta → preço → bônus → garantia → objeções (com escassez espalhada) → resultado definido → passos → contexto, visão, estratégia e compromisso de cada passo → transição → introdução.

As regras de mentalidade do curso

  • “É mais fácil tomar a decisão direito do que tomar a decisão certa.” Não trave procurando o gancho perfeito ou os quatro passos ideais. Teste um, veja o resultado, ajuste. Velocidade é a técnica mais importante que você pode aprender. Em um único mês, Jason escreveu três webinars novos: dois foram muito bem, um foi mal, e isso não importa.
  • “Ponha para rodar, depois acerte.” Webinars dele que fizeram US$ 5 mil na primeira vez viraram webinars de US$ 1 milhão depois de ajustes.
  • “Vai piorar antes de melhorar.” Como a instrutora de yoga que corrige sua postura: na hora dói mais, porque você está trocando um hábito errado por um certo. Alguns alunos vão ter resultado pior no começo.
  • “Quantidade tem uma qualidade própria” (Napoleão). Fazer muitos webinars ensina mais do que lapidar um só.
  • Regras são diretrizes. “Use o que for útil, descarte o resto. Me prove que estou errado: fico feliz quando alguém diz que não seguiu meu sistema e fez um milhão.”

O aprendizado segue o caminho da bicicleta nova: empolgação, tombo e raiva da bicicleta, promessa (“andei cinco metros sozinho”), otimismo cauteloso, automático e, por fim, exibição (“como alguém pode achar isso difícil?”). Saber disso antes ajuda a não desistir no tombo.

Prepare-se para o sucesso

Jason pede que você responda, só para si, quatro perguntas antes de começar:

  1. Como seria o sucesso para você com este webinar?
  2. O que você está disposto a comprometer para chegar lá, em tempo, recursos e energia? Todo ganho traz um problema novo no lugar; é preciso trocar alguma coisa.
  3. Que mentalidade você precisa adotar? Abundância, curiosidade, encantamento.
  4. Como tornar o sucesso uma certeza?

Quanto trabalho isso dá

Um webinar completo leva de 16 a 30 horas para ser roteirizado. O webinar que vendeu o próprio Genius Webinars levou cerca de 20 horas. “Você trocaria 20 horas por US$ 1 milhão?” E o roteiro serve de novo, para outros públicos e parceiros. Se você ainda não tem essas horas, há um atalho de 2 a 3 horas no capítulo da Fórmula dos 10%.

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MÓDULO 1 · PARTE 1 · WORKBOOK P. 29–34

A oferta: o que você vende e como apresentar em 5 minutos

O fechamento tem uma ordem fixa: oferta, preço, bônus, garantia e objeções, com escassez espalhada em todos os pontos possíveis. Este capítulo cobre a oferta. O ponto mais contraintuitivo do curso está aqui: a oferta é a parte menos importante do fechamento.

Por que a oferta é a parte menos importante

“Ninguém compra a furadeira pela furadeira; compra pelo furo.” O que a pessoa recebe (módulos, apostilas, acessos) são características, e ninguém se importa com elas. Mas também não dá para vender só benefício sem dizer o que se entrega: as pessoas compram com emoção e justificam com lógica, e a oferta é a parte lógica, o que elas vão contar para o cônjuge e para os amigos. Jason usa a imagem do conversível: a razão emocional é imaginar a reação de alguém quando ele chegar no clube; a justificativa lógica é “trabalhei a vida inteira, eu mereço” ou “faz bastante quilômetro por litro”.

Se é a parte menos importante, deve ocupar o menor tempo do fechamento. E é justamente onde a maioria gasta mais tempo. “Isso me irrita.”

A regra dos 5 minutos

Do momento em que você diz “é com enorme prazer que apresento [nome do produto]” até a primeira URL de compra e a revelação do preço: no máximo 5 minutos. Até 7 se o produto for caro; 2 a 3 se custar poucas centenas. Mais de 7 minutos, “você provavelmente errou”. Nos webinars de alunos que ele assistiu, a média era 30 minutos.

Por quê? Ninguém decide se quer algo sem saber o preço. “Quer esta Ferrari? Não sei, quanto custa? Um real. Quero. Dez bilhões. Não quero.” Se você gasta 45 minutos construindo a oferta antes de revelar o preço, a pessoa só começa a decidir de verdade depois de 45 minutos.

Os três componentes da oferta

Uma oferta tem só três partes: nome e tagline, frase única de benefício e componentes principais. Parece pouco porque você criou o produto e ele é seu filho. “O módulo 5 faz uma coisa incrível!” O cliente não liga. Você não pode vender o que importa para você; tem que vender o que importa para ele.

1. Nome do produto

Critérios para considerar (não precisa cumprir todos; quanto mais, melhor):

  • Fácil de falar em voz alta. “Genius Webinars” não é um trava-língua.
  • Carrega um benefício. “Amazing Selling Machine”: você terá uma máquina de vendas incrível.
  • Soa prestigioso. “Genius Network”: participar implica que você é um gênio.
  • Desperta desejo, na língua do cliente. “Launchpad” veio de clientes dizendo “se eu ao menos tivesse uma plataforma de lançamento”.
  • Memorável. Ele criou o formato “e-class” e o nome pegou no mercado.
  • Domínio exato disponível. Ele chega a escolher o nome pela disponibilidade do domínio, porque essa coerência ajuda.

Um parceiro chamava o método de “Reactive Funnels”. Jason achou o nome ruim e, no webinar, nunca usou essas palavras: chamou o produto de “Ramp Engine”, porque ele acelera (ramp) as vendas na Amazon e o caixa fora dela. A um aluno que vendia vídeos de quadro branco e ainda não tinha nome, sugeriu “Whiteboard Conversions”. Lição: é mais fácil nomear um produto que ainda não tem nome. E não exagere: “ninguém paga mil dólares por causa do nome”, mas o nome fica ligado ao que a pessoa está comprando, então que seja um benefício.

2. Tagline

Uma única frase, nunca um parágrafo. Os melhores tipos:

  • Prova: “Genius Webinars: os segredos de US$ 100 milhões em vendas.” É a favorita dele. “Se alguém fala de uma campanha e menciona tudo menos o dinheiro, ela não fez dinheiro.” Se você tem prova forte, ela entra na tagline, porque ninguém mais pode dizer aquilo.
  • Problema resolvido: “Product E-class: como criar produtos de informação de nível mundial”, para um público que estava travado criando produtos.
  • Dono da categoria: “a melhor ferramenta para colocar seu produto na primeira página da Amazon”. Você pode escolher a categoria em que é número um, como os alpinistas que viraram “o mais velho a escalar o Everest sem oxigênio”.

Scott tinha a única solução viável para imposto sobre vendas de quem vende na Amazon. O benefício número um era “ficar em conformidade com o imposto”, que não empolga ninguém. A tagline sugerida: “o único jeito prático de resolver o imposto sobre vendas dos seus produtos na Amazon”. Se a tagline não funcionar no teste, troque. Não é grave.

3. Frase única de benefício

Uma frase que encapsula a totalidade dos benefícios da oferta. É o trecho mais difícil de escrever (“se eu tivesse mais tempo, teria escrito uma carta mais curta”), e é exatamente essa restrição que força clareza.

“Um passo a passo para criar webinars que vendem mais que a concorrência, entregam mais valor aos seus clientes e são mais fáceis, rápidos e prazerosos de criar do que você imaginava.”

Cinco ou seis benefícios em uma frase, dita em dez segundos: vender mais, mais valor, mais fácil, mais rápido, mais prazeroso.

Sem essa disciplina, você explica cada benefício em quinze cenários e leva cinco minutos. “Não dá para entediar alguém até ele comprar. Eu já tentei.” Escreva a frase no slide e leia palavra por palavra até ela virar natural.

Junto: nome, tagline e frase de benefício cabem em um slide (no máximo dois) e levam menos de um minuto. Muito trabalho para 15 segundos na tela, mas é o que vai ser vendido. O nome do produto será repetido ao longo do pitch, e a apresentação inteira vai provar que a tagline é verdadeira.

Os componentes principais: escolher com estratégia

O erro é achar que os componentes são “tudo o que a pessoa recebe”. Factualmente sim, psicologicamente não. Jason faz assim:

  1. Liste todos os entregáveis possíveis, inclusive os que ainda não existem. “Se não houvesse restrição, o que eu poderia entregar?” Você não precisa criar tudo: pode integrar produtos de outras pessoas. Ele oferece a criadores acesso aos seus clientes em troca de colocar o produto deles dentro do seu.
  2. Decida o que fica na oferta principal e o que vira bônus.

Três critérios definem o que vira bônus:

  • Fator uau. Numa oferta com 56 vídeos e 13 PDFs, o melhor se perde. O bônus é um holofote. “Todo o meu material bom está nos bônus. A oferta principal é meu pior material; ela só serve para a pessoa pensar se o investimento vale.”
  • Tamanho e profundidade. Algo fino não sustenta a oferta principal (“só isso por esse preço?”), mas é um ótimo bônus. Um script de cinco linhas que automatiza uma tarefa é um bônus incrível e um produto principal inaceitável.
  • Destrói uma objeção. Uma oferta que resolve sete objeções é uma coisa; sete bônus que resolvem uma objeção cada são muito mais fortes, porque as pessoas pensam de forma muito específica. Exemplo: “de que adianta o melhor webinar se ninguém assistir?” virou um bônus de tráfego, fechado com um parceiro (Dan Hollings) que tinha a audiência.

No Genius Webinars, a oferta principal era só o treinamento presencial de dois dias, as planilhas de trabalho e o atendimento de alto nível, por US$ 4.995. Funis de webinar, consultoria do pitch, tráfego e o treinamento pré-evento foram todos para os bônus. A consultoria do pitch tinha também um motivo interno: “quanto mais depoimentos eu tiver, mais fácil vender este programa. Não sou Madre Teresa.”

A oferta forte é o fator número um

“Se vendo uma nota de dez por um real, não preciso ser bom. Se vendo uma nota de dez por um milhão, não importa quão boa seja minha tagline.” A oferta determina o sucesso do webinar mais do que qualquer técnica, e a maioria chega com oferta fraca. A causa número um de webinar que fracassa.

Bear Bryant, técnico de futebol americano: “Ganho de você com meu time no primeiro tempo; depois trocamos de time e ganho com o seu no segundo.” Não limite a oferta ao que você tem hoje. Se falta algo, vá buscar: adquira, licencie, troque, reorganize módulos, tire o melhor material do módulo 4 e faça dele um bônus. “Você é o dono do negócio.”

Gary Bencivenga escrevia para um produto de rejuvenescimento. Percebeu que um bônus forte seria um livreto com mulheres de 60 anos que pareciam ter 40. O cliente não tinha isso; ele mesmo foi atrás, entrevistou as mulheres e criou o bônus.

Como afiliado do Amazing Selling Machine, Jason respondeu por 40% das vendas do maior lançamento da internet na época. Centenas de pessoas que já tinham comprado o curso de US$ 3.500 compraram de novo só para ganhar os bônus dele. Quase nenhum desses bônus era dele: eram produtos de parceiros que ele integrou.

Como apresentar cada componente

Quatro elementos, em no máximo três slides (com prática, cabe em um):

  1. Manchete: o que é. Ex.: “Treinamento presencial de dois dias”.
  2. Três benefícios, nesta lógica: o que é, o que faz por você, como torna sua vida melhor. Coloque o máximo de benefícios em cada frase.
  3. Prova específica daquele componente.
  4. Future pacing: um slide sobre como a vida fica depois que a pessoa domina aquilo.

Benefício 1: “Uma experiência completa de como fazer webinars, num ambiente seguro e fechado, em que durante dois dias você recebe a totalidade do que sei sobre webinars para fazer milhões no seu negócio.”

Benefício 2: “Sessões estruturadas para transformar ideias em implementação quase em tempo real. Você não sai com anotações; sai com o ativo mais valioso que um negócio pode ter: uma máquina de vendas automática.”

Benefício 3: “Cercado dos melhores, trabalhando juntos para melhorar o mundo com nossos webinars.”

Future pacing: “Ao terminar, sempre que surgir uma oportunidade em que um webinar é a coisa certa, você parte para a ação com uma confiança nova, sabendo que suas promoções têm mais força, mais valor e mais impacto no seu faturamento e no mundo à sua volta.”

Tipos de prova, do mais forte ao mais fraco:

  • Depoimento. A prova mais forte que existe. Em mercados onde depoimentos são proibidos (como o financeiro), use depoimentos de caráter (“foi a experiência mais agradável que já tive”) ou estudos de caso dentro da regra. “Se ninguém no seu mercado pode usar depoimentos, você não está em desvantagem.”
  • Resultado pessoal.
  • Imagem do entregável. A Betty, de 65 anos, que ama o cachorro, nunca comprou um produto digital. Ela não sabe o que é “área de membros”. Mostre o print das aulas: sem isso ela não consegue se imaginar usando o produto.
  • Fatos e estatísticas (o menos preferido). Use a técnica de ligação: “mais gente é assinante Prime do que vai à igreja no domingo; faz sentido vender para eles, e o módulo 1 mostra como.” Ligar fatos verdadeiros a uma afirmação dá validade à afirmação.

Tempos: 30 segundos para manchete e benefícios, 15 para prova, 15 para future pacing. Cerca de 1 minuto por componente, nunca 30. Com 2 a 5 componentes, são 8 a 15 slides em menos de 3 minutos. Quanto mais palavras por slide, menos slides; imagens boas permitem mais slides com menos texto. E treine leitura em voz alta: o slide precisa ser lido com fluidez e entonação, nunca aos tropeços.

Ficha de IA · aplique na sua oferta

Monte sua oferta: nome, tagline, frase de benefício e componentes

O que este prompt fazPede à IA para agir como um estrategista treinado neste método e montar a seção de oferta do seu pitch com os critérios exatos do capítulo: os critérios de nome, os três tipos de tagline, a frase com 5 ou mais benefícios e a triagem entre oferta principal e bônus.
Tenha em mãos
  • O briefing preenchido no topo da página
  • A lista completa de entregáveis, inclusive os que ainda não existem
  • Suas melhores provas com números
Você recebe
  • 5 nomes avaliados e o recomendado
  • 3 taglines (prova, problema, categoria)
  • A frase única de benefício
  • A triagem oferta × bônus com justificativa
  • O roteiro de slides de cada componente
Como usar a respostaEscolha o nome e a tagline em voz alta (o que soa melhor falado ganha). Leve os bônus apontados para a ficha do capítulo 3 e cole o roteiro dos componentes no seu deck, logo depois do slide de revelação.
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MÓDULO 1 · PARTE 2 · WORKBOOK P. 35–38

O preço: ancoragem em escada

O preço vem cedo, nos primeiros 5 minutos do pitch, e chega ancorado. Até ver o preço, o cliente não consegue avaliar quanto a oferta vale para ele. E, como a maioria diz não na primeira vez, o preço precisa aparecer antes dos bônus, que são o que transforma o “não” em “sim”.

Por que ancorar

“As pessoas não conseguem comparar um preço com ele mesmo; só com outras coisas.” Se você deixa a pessoa escolher a comparação, ela compara com o que quiser. Se você diz com o que comparar, ela segue você. Começando em 5 mil, 5 mil parece muito dinheiro. Começando em 1 milhão, 5 mil parece pouco.

Jason é direto: “nada disso é lógico; é manipulação. Toda venda é manipulação. Ou você entende e concorda, ou é manipulado por ela. Manipulação pode ser usada para o bem ou para o mal.”

A técnica, degrau por degrau

  1. Âncora altíssima: ligue a oferta ao preço mais alto possível que ainda seja quase crível. Algo vagamente comparável.
  2. Primeira descida: algo mais comparável, ainda muito mais caro que o seu.
  3. Segunda descida (pelo menos): algo quase idêntico, ainda o dobro, o triplo ou o quádruplo do seu preço. Os avançados descem mais vezes.
  4. Revelação com escassez e chamada à ação: “por tempo limitado, você tem isso por [preço] em [URL]”.

“Genius Webinars vale quanto? Nas mãos certas, um milhão de dólares é um preço justo. Já recebi mais de US$ 100 mil em royalties por escrever um único webinar para um cliente; semana passada mesmo, com o Ramp Engine. Ter essa habilidade vale US$ 100 mil para você. Participar do Genius Network custa US$ 25 mil. O evento anual custa US$ 10 mil e vale cada centavo. Por isso é com enorme prazer que, por tempo limitado e enquanto houver lugares, você garante sua vaga por apenas US$ 4.995.”

Repare: ele “contrabandeou” provas dentro da ancoragem (os royalties). Faça isso sempre que puder.

Onde encontrar suas âncoras

  • Resultados de clientes (a preferida): “para o John, valeu mais de um milhão”.
  • Tetos de preço do mercado: qual o valor mais alto que esse público já demonstrou pagar por uma solução única?
  • O caminho mais longo: soluções que levam anos ou custam muito. Um doutorado de US$ 200 mil: “Genius Webinars por 5 mil, e você não precisa esperar oito anos para usar.” Todo setor tem a solução mais longa, mais personalizada e mais tediosa; ligue seu preço a ela.

Linguagem do preço

(Detalhada no capítulo de objeções.) Fale “investimento”, “só”, “inscrever-se”, “começar”. Diga “19.95” e não “mil novecentos e noventa e cinco dólares”: sem vírgula, sem “mil”, sem “dólares”. Diga “parcelas”, nunca “pagamentos”: “você resolve em três parcelas de só 997 ou, se preferir, em uma parcela de 1797”. Ele já disse, sério, num webinar: “são só dez mil”.

Ficha de IA · aplique no seu preço

Construa a escada de ancoragem e a fala da revelação

O que este prompt fazFaz a IA encontrar âncoras para o seu mercado nas três fontes do curso (resultado de cliente, teto de preço do setor e caminho mais longo) e montar a descida em degraus até o seu preço, com a fala de cada slide e a linguagem certa de investimento.
Tenha em mãos
  • Preço e formas de parcelamento
  • O maior resultado de cliente que você pode provar
  • O que seu público já pagou de mais caro (mentorias, consultorias, cursos, faculdade)
Você recebe
  • 2 versões completas da escada
  • O texto falado de cada degrau
  • O texto de cada slide
  • Marcações [PESQUISAR] onde a IA não tem certeza do preço de mercado
Como usar a respostaConfirme todo preço de referência antes de usar: uma âncora falsa destrói a confiança. Escolha a versão cujo primeiro degrau é o mais alto que você consegue sustentar com seriedade.
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MÓDULO 1 · PARTE 3 · WORKBOOK P. 39–45

Os bônus: onde a venda realmente acontece

Se você cronometrar os webinars de Jason, ele passa de 2 a 3 vezes mais tempo nos bônus do que na oferta principal. Parece ilógico: a pessoa paga pela oferta. Mas, como ele diz, quando você compra um carro pensa mais no porta-copos do que no motor.

O estado de “talvez”

Depois da oferta e do preço, a maior parte da plateia está em “talvez eu queira isso”. Os 10% que sempre compram já compraram; os 10% que nunca compram já decidiram. Os 80% estão quase lá. Imagine o efeito quando você começa a acrescentar coisas melhores que a própria oferta, “de graça”, para quem já estava quase dizendo sim.

Como apresentar um bônus

É a mesma técnica dos componentes (manchete, benefícios, prova, future pacing), com duas diferenças: mais tempo (1 a 2 minutos por bônus) e um elemento a mais, o contexto: como esse bônus se liga à oferta principal.

Bônus 2 do Genius Webinars eram os funis de webinar. O slide de contexto dizia: “todo grande webinar tem os seguintes componentes”. Ou seja: não basta o webinar, ele precisa de um funil. Um slide, e o bônus está ligado à oferta.

A chamada à ação verbal, repetida

Jason acredita que a pessoa precisa ser convidada a comprar umas 26 vezes antes de dizer sim (o número antigo dos livros de vendas era 7). Ele pede muito mais que isso, de forma tão suave que ninguém percebe. Cada bônus começa e termina com um pedido:

“Além disso, quando você se inscreve em [URL], você recebe este segundo bônus. Deixa eu te contar por que ele é importante…” (contexto, manchete, benefícios, prova, future pacing) “…Dá para acreditar que você ganha isso de presente quando entra em [URL] e começa hoje?”

Cinco bônus significam dez pedidos de compra, sem que a plateia sinta que está sendo pressionada.

O empilhamento de bônus

Técnica que ele aprendeu com Armand Morin. Você não diz “bônus 1, bônus 2, bônus 3” em sequência. A cada bônus novo, recapitula todos os anteriores:

“Bônus número um: você recebe isto. [explica] Além do bônus um, você recebe o bônus dois. [explica] Agora, além do bônus um e do bônus dois, você ainda recebe o bônus três. [explica] Além dos bônus um, dois e três, você também recebe o bônus quatro…”

O nível avançado é variar o benefício de cada bônus a cada passagem, para dar dimensão ao valor:

  • 1ª passagem: “Bônus um, as gravações em alta definição.”
  • 2ª passagem: “Bônus um, as gravações, para você capturar cada palavra e consultar depois.”
  • 3ª passagem: “Bônus um, as gravações: se você esquecer algo, o vídeo não esquece; cada segundo registrado em alta definição.”

Se isso for complicado demais no começo, leia o mesmo slide toda vez. Isso também funciona. “Isso é andar de bicicleta; empinar vem depois.”

Outras considerações sobre bônus

  • Use bônus para destruir objeções. O treinamento pré-evento (“Pre-Event Profits”) existia para quem pensava “vou pagar, esperar três meses pelo evento e só depois talvez ganhar algo”.
  • Guarde o melhor para o fim e acompanhe-o de um empurrão forte para a compra.
  • Inverta a lógica quando o produto é difícil de vender. Software que confunde o público? Venda um curso e dê o software de bônus: “quanto você pagaria por isto? E se fosse de graça?”. A pessoa compra o curso para ganhar o que realmente queria.
  • Bônus de parceiros. Você não precisa criar os bônus; precisa descobrir os problemas dos clientes e “juntar o gado”. Às vezes o parceiro recusa (a ClickFunnels negou contas grátis para o Ramp Engine), mas na maioria das vezes aceita, porque você resolve o maior problema dele: ser visto.

Um aluno perguntou se isso não lembrava as facas Ginsu da TV. Resposta: “algumas pessoas vão pensar isso. Mas eu adoraria ter as vendas das facas Ginsu.” O cuidado é calibrar: não pode ser tão exagerado que destrua sua credibilidade, mas sem técnica você não vende. Se todo o seu mercado passar a vender assim, mude: “eu poderia passar o dia falando dos bônus, mas o preço é o mesmo com ou sem eles; vamos falar do que importa”.

E sobre o desconforto: um aluno (John) vendeu 1 em cada 4 participantes numa assinatura de US$ 400 por mês usando o método, mas saiu da transmissão achando que tinha ido mal. Avaliava pelo que sentia, não pelos números. “Eu também tinha medo de pedir dinheiro, até começar a recebê-lo.”

Ficha de IA · aplique nos seus bônus

Escolha, ordene e empilhe seus bônus

O que este prompt fazFaz a IA avaliar cada bônus pelos três critérios do curso (fator uau, profundidade e objeção que destrói), propor bônus novos para objeções sem cobertura, inclusive com parceiros, e escrever o roteiro completo de empilhamento com as chamadas verbais.
Tenha em mãos
  • Os bônus que saíram da ficha do capítulo 1
  • Sua lista de objeções
  • Parceiros que poderiam ceder um produto ou acesso
Você recebe
  • Tabela de avaliação de cada bônus
  • Até 3 bônus novos sugeridos
  • A ordem final, com o melhor por último
  • O roteiro falado de cada bônus
  • O empilhamento com benefícios variados
Como usar a respostaConfira se a soma do tempo dos bônus dá 2 a 3 vezes o tempo da oferta. Os bônus que dependem de parceiro viram uma lista de negociações para fazer antes do webinar.
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MÓDULO 2 · PARTE 1 · WORKBOOK P. 46–49

A garantia: tirar o risco da mesa

Depois que a pessoa viu tudo o que vai receber, restam três inimigos: o risco, que é a maior objeção de todas e se resolve com a garantia; as objeções gerais e específicas; e a espera, uma objeção silenciosa que se resolve com escassez. Jason começa pelo risco.

Devo oferecer garantia?

Antigamente a resposta era sempre sim. A Amazon mudou isso: ensinou o cliente a devolver sem culpa, e devolver virou comportamento padrão. Hoje a decisão é financeira: “vou ganhar mais dinheiro com ou sem garantia?”. Para produtos que custam caro para entregar (atendimento, presencial), a garantia incondicional é menos provável.

A recomendação dele: em produto novo, comece com garantia incondicional, meça o reembolso e teste contra ela. E não se iluda com “meu produto é tão bom que ninguém vai pedir reembolso”: “se eu vender uma Bíblia para um muçulmano, provavelmente vou ter reembolso. A mesma Bíblia que vende bem há milhares de anos.” Reembolso quase nunca tem a ver com qualidade.

A garantia incondicional

“E quando você se inscrever, saiba disto: seja daqui a 29 minutos ou daqui a 29 dias, se você não estiver feliz, eu não estou feliz. Por qualquer motivo, ou por motivo nenhum, se quiser seu dinheiro de volta, você recebe, porque só quero ficar com seu dinheiro se você estiver feliz. Basta escrever para [suporte] e dizer ‘quero meu dinheiro de volta’, e está resolvido rapidinho. Nosso tempo médio de resposta é de 61 minutos, 24 horas por dia, 365 dias por ano. Só dá para oferecer uma garantia assim quando você tem certeza de que tem algo de verdade, e eu tenho certeza de que, quando você se inscrever em [URL], vai receber exatamente o que precisa para [benefícios].”

O que cada pedaço faz:

  • “29 minutos ou 29 dias” pinta uma imagem e tira a culpa de pedir o dinheiro de volta logo.
  • “Por qualquer motivo, ou por motivo nenhum” não deixa brecha.
  • “Só quero ficar com seu dinheiro se você estiver feliz” tira a responsabilidade do cliente e põe em você.
  • Dizer exatamente como pedir o reembolso torna a garantia crível.
  • A URL no fim faz da garantia mais uma chamada à ação.

“Se você não vai ser ousado com sua garantia, não tenha garantia. Já tentou cavar meio buraco? Você fica com um buraco ruim.”

O fechamento da decisão plenamente informada

Em algumas ofertas, Jason prepara a garantia com este trecho (ele não usa quando não quer gente entrando só para bisbilhotar o conteúdo):

“Não estou pedindo que você decida sim ou não hoje. Estou pedindo uma decisão plenamente informada, só isso. E só dá para tomar uma decisão informada por dentro, não por fora. Entre, veja se tudo o que falamos neste webinar é verdade e tem valor para você. Se tiver, fique. Se não for para você, sem ressentimento. Você não compra uma casa sem ver por dentro, nem um carro sem fazer o test drive. E saiba disto: seja daqui a 29 minutos…”

A garantia condicional

“Faço algo por você se você cumprir certas condições.” É, segundo Jason, a técnica que mais fez dinheiro para ele entre tudo o que reforça uma oferta. Às vezes ele gasta mais tempo construindo a garantia condicional do que escrevendo o webinar inteiro. Regras:

  • Condições simples, fáceis de explicar rápido. Uma matriz de condições complicada (como o organograma de um esquema de marketing multinível) faz a pessoa desistir de comprar.
  • Pode somar as duas: incondicional mais condicional por cima.
  • Ela precisa ser alcançável, mas cumprida só por uma minoria, e o custo de honrá-la precisa ser menor que o ganho em conversão. “Se ninguém consegue se qualificar, não é uma boa garantia condicional.”

A garantia de lucro, usada para vender US$ 50 milhões do treinamento de Amazon (como afiliado; o produto nem era dele):

“Tenho tanta confiança no seu sucesso, pelo nosso histórico [depoimentos] e pelos nossos recursos injustos [bônus], disponíveis só no link abaixo [chamada à ação], que posso garantir legalmente o seu lucro quando você se inscrever.” Passou pelos advogados.

Os enquadramentos: “o mais provável é que você nunca precise disso, porque vai ter sucesso sozinho”. Ele nunca usa a palavra “fracasso”: “se por algum motivo que eu nem consigo imaginar você não tiver sucesso rápido, você tem duas opções. Um: reembolsamos o curso e compramos seu negócio, com estoque, pelo dobro do que custou para começar, mais US$ 5 mil pelo seu tempo, até US$ 10 mil. Dois: você fica e ajudamos pessoalmente você a chegar a US$ 25 mil de receita em 90 dias. E se nem assim der certo, entregamos um negócio pronto na Amazon”: produto com marca própria, anúncio otimizado com nove imagens, 50 avaliações e 500 unidades em estoque.

O porquê: “faço isso por um motivo egoísta: se você não fizer funcionar, eu faço. Saio ganhando.” As condições: conquistar os selos dos quatro primeiros módulos, assistir às sessões semanais de perguntas e respostas e postar quatro vezes por semana no grupo. “São recursos que você usaria de qualquer jeito; estou só premiando quem faz o que deveria fazer.” Tudo em notas de rodapé, cerca de seis páginas.

Para provar que não era truque, ele abriu uma conta com US$ 1 milhão e mostrou uma carta do gerente do banco: “se ligar para conferir e o dinheiro estiver lá, você é obrigado a se inscrever.” Algumas pessoas ligaram.

Resultado: 12 pessoas acionaram a garantia, a cerca de US$ 15 mil cada, US$ 180 mil no total. Ela gerou pelo menos 170 vendas que ele consegue atribuir a ela: cerca de meio milhão de lucro líquido. E o Hugh, que não cumpriu a meta em 60 dias, recusou a recompra no dia 90 e construiu um negócio multimilionário; virou depoimento para os webinars seguintes.

A anatomia da garantia melhor que dinheiro de volta

  1. Prepare o palco: “tenho tanta confiança no seu sucesso que estou disposto a…”.
  2. Dê um nome à garantia, como você faria com um produto.
  3. Dê um porquê, ou ela soa suspeita. O melhor porquê é o egoísmo declarado: “compro seu negócio porque ele vai me dar dinheiro”. Todo mundo acredita.
  4. Condições detalhadas, de preferência com aceite por escrito (caixa de seleção, rubrica). Passe por advogados se envolver promessa de ganho.
  5. Credibilidade: precisa parecer alcançável (“segure a respiração por 20 minutos debaixo d’água e te devolvo o dinheiro” não é crível).
  6. Pior cenário: mostre por que, mesmo dando tudo errado, a pessoa sai melhor que se não fizesse nada.

Por que condições baseadas em consumo funcionam

Os números que ele mediu: cerca de 10% dos compradores nunca entram no programa; mais da metade nunca consome mais de 25% do material; muitos consomem e não implementam; outros implementam pela metade. Por isso condições de consumo em prazo curto (30 ou 60 dias) são cumpridas por pouquíssima gente, e ainda aumentam o consumo, o que é bom para o cliente.

O diário do Google Docs: “Crie um documento no Google Docs (ele registra a data). Toda manhã e toda noite, escreva uma coisa que você fez por causa do curso, por 45 dias seguidos. Se fizer isso, te devolvo o dobro do dinheiro.” Duas frases por dia, e quase ninguém cumpre.

O reembolso do Lifebook: curso de US$ 500; quem concluir em 7 semanas recebe os US$ 500 de volta, ou entra no programa VIP por US$ 1 e ganha um bônus. A taxa de conclusão ficou em torno de 65%, e 75% dos que concluem viram assinantes do VIP de US$ 97 por mês. O argumento: “desta vez, quem não termina financia quem termina. Três de cada quatro vão conseguir; você decide qual é o quarto”.

A versão simples (Product E-class): “Duas opções para te proteger: 30 dias sem perguntas, devolvo cada centavo [diga ‘centavo’, soa pequeno]; ou 60 dias: crie três produtos seus e, se não recuperar o dobro do investimento, te devolvo o dobro.” Exigia escrever cerca de 6 mil palavras. 25 pessoas se qualificaram num produto de mil dólares; ele pagou 25 mil e ganhou muito mais que 25 vendas extras.

“Sabe quando alguém pede seu dinheiro e não faz nada até você pagar, ou deixa todo o risco com você? Não é assim que eu jogo. Estou pedindo que você invista em mim; faz sentido eu também investir em você. Para cada passo que você der, vou dar dez por você.”

“Tente se aproveitar de mim. Tente ganhar o dobro de volta. O que você vai descobrir é que criar seus produtos dá mais dinheiro do que você tiraria da minha garantia.” Ele fala em voz alta o que a pessoa está pensando (“como posso me aproveitar disso?”), e ela sente que ele a entende.

Garanta o custo além do preço

Pergunte: que outros custos, em tempo e dinheiro, a pessoa terá além do investimento? Na Amazon é o estoque; num curso de anúncios no Facebook, é a verba. Jason garantiu a verba de anúncio: “se você rodar os anúncios assim e mesmo assim não der lucro, me manda a conta que eu pago”. Devolver só o preço do curso é como a pizzaria que, se a pizza te fizer mal, te dá outra pizza de graça.

Sem garantia

É permitido, desde que você assuma e dê um porquê crível. Nunca esconda: se o “não tem reembolso” aparece depois, você perdeu. Toda posição tem uma vantagem: a empresa grande vende recursos e experiência; a pequena vende fome, agilidade e proximidade.

No Ramp Engine, o material era fácil de copiar. O slide dizia, com uma prova junto (234 mil pedidos em quatro meses): “Política estrita de todas as vendas são finais, por causa dos segredos comerciais que o Trey vai revelar, os produtos reais dele e os funis que estão rodando agora.” A conclusão do cliente: “ninguém faz isso; se você não é sério, não entre”. A política de não reembolso aparecia em vermelho, com orgulho.

Dramatize. Em vez de “se não emagrecer em 30 dias, devolvo o dinheiro”: “se ninguém te parar na rua para dizer que você parece mais jovem…”. É ligar coisas de um jeito novo (ideia que ele atribui a Gary Halbert e Gary Bencivenga).

Ficha de IA · aplique na sua garantia

Desenhe três garantias para testar

O que este prompt fazFaz a IA desenhar uma garantia incondicional, uma condicional e uma melhor que dinheiro de volta para a sua oferta, seguindo a anatomia do curso. Ela também calcula o risco de cada uma e aponta o que precisa de revisão jurídica.
Tenha em mãos
  • Sua garantia atual
  • Quanto custa entregar o produto para cada cliente
  • Os custos que o cliente terá além do preço (verba, estoque, horas)
  • Quanto você aguenta pagar se a garantia for acionada
Você recebe
  • 3 garantias completas, com nome
  • A fala de cada uma (60 a 90 segundos)
  • As condições e como comprová-las
  • Uma conta de risco × ganho estimado
Como usar a respostaFaça a conta do pior cenário antes de escolher: se todos acionassem, você sobreviveria? Teste duas versões em webinars diferentes e fique com a que vender mais com reembolso aceitável.
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MÓDULO 2 · PARTE 2 · WORKBOOK P. 50–60

As objeções: não se contornam, se destroem

“Eu não lido com objeções. Eu as destruo, e depois transformo os destroços em cola para construir algo positivo.” Existem dois tipos: as universais, que praticamente todo produto tem, e as específicas do seu produto.

As objeções universais

Dinheiro, tempo, crença (“não acredito que consigo”), capacidade (“não tenho habilidade para seguir isso”), confiança (em você, nas suas promessas ou no processo), medo, conflito (“eu faria, mas estou fazendo outra coisa”), confusão (“não entendi o que você oferece nem o valor”), timing (“é cedo, é tarde, fica para a próxima”) e viés (“já sei que esse tipo de solução não funciona”). As duas maiores são dinheiro e tempo.

Objeção de dinheiro: as técnicas

Algumas merecem ser decoradas. Decore, internalize e depois adapte à sua língua. E martele: Jason faz um fechamento de dinheiro, um de tempo, um de objeção específica, outro de dinheiro, outro de tempo… várias vezes ao longo da apresentação, e prepara o terreno antes mesmo do pitch.

“Comprador é mentiroso”

“Se você pudesse pagar sem problema, você entraria?” Muitos dizem que não, e aí ficou claro que dinheiro não era a objeção real. Dinheiro costuma ser uma cortina de fumaça para “eu poderia, mas não quero gastar por outro motivo”. Em cerca de 95% dos casos a pessoa tem o dinheiro; só não quer gastar com você.

“Se amanhã você precisasse de uma cirurgia de rim que custasse exatamente o preço deste programa, e morresse sem ela, você descansaria em paz? Ou daria um jeito de conseguir o dinheiro? Pois é. Então você pode investir neste programa.”

“Tem gente olhando para o preço e para o saldo no banco, naquela dança: entro ou não entro? Mas me diga: deixando o dinheiro parado no banco, é provável que você tenha muito mais dele daqui a três meses? Provavelmente não. Então a gente concorda que não é o dinheiro que você tem, é o que você faz com ele. Sua pergunta real é: ‘se eu te der meu dinheiro, você coloca ele para trabalhar para mim?’. E a resposta é sim. Foi para isso que criamos o programa em [URL].”

As três opções

“Hoje você tem três opções: não gastar nada e não fazer nada; gastar seu dinheiro em outra coisa; ou investir nisto. Aristóteles disse: não faça nada, não diga nada, não seja nada. Não fazer nada não é opção. Alternativas no mercado? Talvez existam. Mas você não está no webinar delas; está no meu. Investiu esse tempo todo comigo, viu valor e aprendeu coisas novas, não foi? Então faz sentido continuar com um bom investimento em [URL].”

Recursos vs. engenhosidade

“Se isso exigisse só recursos, eu ainda seria um pintor de paredes quebrado. Não são os recursos que determinam seu sucesso, é sua engenhosidade. E eu já fiz o trabalho pesado: olha os recursos que preparei. Quanto custaria em tempo e dinheiro você mesmo criar tudo isso? Demais. Você troca um pouco disto [mostra o preço] por tudo isto [mostra o produto].”

Ativo ou passivo (para empresas)

“Quanto você paga para os seus vendedores? Demais. Está feliz com a maioria? Nem tanto. Então por que mantém? Porque eles trazem dinheiro. Seria útil clonar seu melhor vendedor e colocá-lo num webinar? Quanto vende o seu 17º melhor vendedor? Mais de cinco mil por ano, não é? Isto custa cinco mil uma vez só.”

Em vendas para empresas, “não tenho dinheiro” quase nunca é real; é “não tenho aprovação” ou “não está no orçamento”. Propaganda não é custo, gera receita.

Custo ou investimento; o custo da inação

“Se isto te devolvesse 10 vezes rapidamente, teria custado alguma coisa? E mais importante: quanto custa não fazer nada?” Prazer e dor juntos.

“Não é sobre o dinheiro”

“Eu sei que muitos de vocês só conseguem pensar no número na tela. Eu entendo, e gosto de vocês por quererem tomar a melhor decisão. Mas não é sobre o dinheiro. É sobre o que isso pode fazer por você. Você quer paz, dormir à noite, menos ansiedade, uma relação melhor? Ou quer manter os 500 na conta?”

Frases para considerar

  • “Claro que é um investimento sério. É uma solução séria.”
  • “Não perguntamos quão barato poderíamos fazer. Descobrimos como dar a melhor solução pelo melhor negócio.” Enquanto o mercado briga por migalhas, “nós estamos num jantar de cinco pratos com nossos clientes”.
  • “Se fosse fácil, não valeria muito. Se desse para resolver só jogando dinheiro no problema, você já teria feito.”
  • “O preço é a melhor parte. Não é algo que qualquer um tira do bolso. Se o preço te afastou, ele foi feito para isso. Para quem está pronto, vamos parar de rodeios.”

A linguagem importa

UseEvite
acessível, pechincha, “só”, investimentobarato (chame de barato o produto dos outros), custo
inscrever-se, começar, matricular-secomprar (em inglês, “buy” soa como “bye”), pagar
parcelas, “resolver em três parcelas de só 997”pagamentos
“19.95”: sem vírgula, sem “mil”, sem “reais”“mil novecentos e noventa e cinco reais”
quando (“quando você se inscrever”)se (“se você se inscrever”)

Transcreva seus webinars e procure essas palavras: a maioria as usa sem perceber e cria imagens negativas na cabeça de quem ouve.

Objeção de tempo: as técnicas

  • Dinheiro se recupera, tempo não. “O que importa é o que você faz com o tempo que tem.”
  • “Isto não vai tomar seu tempo, vai te devolver tempo.” A objeção número um vira a maior vantagem.
  • O fechamento da lista de prioridades: “Pegue papel e caneta. Liste as cinco coisas que você faz com mais regularidade para gerar receita, da que toma mais tempo à que toma menos. Agora, com uma caneta vermelha, risque a número cinco e escreva [nome do produto] no lugar. Pronto: sem acrescentar tempo à sua agenda, você tem a solução. E como vai fazer comigo, vai levar metade do tempo.”
  • “Se exigisse muito tempo, não teríamos todos esses casos de sucesso.” Esses alunos não tinham tempo sobrando.
  • “Você já investiu tempo comigo hoje.” “Se arrumou tempo para um webinar, arruma tempo para fazer isso dar certo. Não é questão de tempo. É medo? Provavelmente é, e eu entendo.” Aí ele trata o medo.
  • “Quando eu tiver mais tempo…” “Esse tipo de pensamento te destrói. É como dizer ‘quando eu tiver mais tempo, como melhor’ e morrer antes. Ser generoso não é questão de dinheiro, é de caráter. Você tem o traço de quem age quando vê uma boa ideia?” Todo mundo diz sim.

Cuidado com o “fechamento da parede”: “quem tem a corda no pescoço e escolhe investir em vez de outra coisa assume mais responsabilidade pelo sucesso”. Funciona, mas o rico pode concluir que, então, não precisa comprar.

Objeções específicas do produto

Nunca há mais que um punhado (5 a 7). Lista inicial para procurar as suas:

  • Localização: “sou de outro país, então não funciona”.
  • Janela de oportunidade: “a época de ouro acabou”.
  • Alternativas: diretas (outra marca) e substitutas (“nem preciso de pasta de amendoim, uso mel”).
  • “Já tentei isso antes”, a favorita dele: “alguns estão pensando: ‘em 1986 rodei um anúncio de 5 dólares, deu dois cliques e nenhuma venda, então o Facebook não funciona para ninguém’. Você não tentou do jeito que eu ensino.”
  • Preso nos detalhes. Scott se perdia nas minúcias do imposto. Solução: escrever para os estados perguntando se precisava pagar e, depois, “mas eu uso armazém da Amazon, estou isento, não estou?”. A resposta por escrito (“não, você deve o imposto”) virou a prova que matava a objeção.
  • Coisa demais para considerar: não afogue a pessoa em variáveis.
  • “E se todo mundo fizer?” “É como todo mundo ir ao mar com uma colher de chá para esvaziá-lo. Um dia todos vão fazer, e quem não fizer vai sofrer. Você quer fazer depois, ou agora, na frente de todo mundo?”

Onde encontrar as suas

  • No chat dos webinars (o lugar favorito). Quem está pensando em comprar diz a objeção. No primeiro webinar de Amazon, a maior objeção foi “como calculo a margem de lucro?”; no Genius Webinars, “como faço um webinar automático?”. A resposta que ele usaria hoje: “não faz sentido ensinar a andar antes de ensinar a dirigir?”.
  • Suporte: as palavras e perguntas que chegam ali valem ouro.
  • Redes sociais suas e de ofertas parecidas.
  • Comentários de pré-lançamento. Ele leu todos os cerca de 2 mil comentários do primeiro vídeo do maior lançamento da época. “Se uma pessoa pergunta, não é nada. Se 57 perguntam, tenho algo.”
  • Avaliações de livros do tema na Amazon, ordenadas pelas mais críticas.
  • Observação: não o que dizem, mas como agem. “Por que ele diz que não consegue? Falta recurso ou falta acreditar em si?” Se for crença, pergunte: “qual foi a vez que você achou que não conseguiria e fez, e foi mais fácil do que imaginava?”.

A técnica de demolição: validar, reenquadrar, estilhaçar, reengajar

  1. Validar: nunca discuta. “É verdade, existem mais oportunidades do que nunca.” “Claro, para algumas pessoas o preço parece alto.”
  2. Reenquadrar: troque a objeção por uma versão que você sabe atacar, e faça a pessoa concordar com ela. “Então o que é importante para você, na verdade, é…, não é?” Se você ataca exatamente o que a pessoa disse, ela se defende. Se ataca a versão reenquadrada, ela não está apegada.
  3. Estilhaçar: destrua a versão reenquadrada com prova, exemplo ou lógica.
  4. Reengajar: mostre o que isso significa num nível maior e volte à ação. “Quando você usar isso de novo e de novo, sua vida e a dos seus clientes vão ficar muito melhores, não vão? Especialmente quando você começar em [URL].”
Ficha de IA · aplique nas suas objeções

Mapeie e demola as objeções do fechamento

O que este prompt fazFaz a IA escrever suas respostas de dinheiro e tempo com as técnicas do curso, levantar as 5 a 7 objeções específicas mais fortes do seu produto e escrever, para cada uma, o roteiro validar → reenquadrar → estilhaçar → reengajar. Ela também revisa o vocabulário.
Tenha em mãos
  • As objeções que você já ouve (chat, suporte, comercial, WhatsApp)
  • Provas que derrubam cada uma
  • Se puder, comentários e avaliações negativas de produtos parecidos
Você recebe
  • 4 fechamentos de dinheiro e 4 de tempo prontos
  • As objeções específicas ranqueadas
  • O roteiro de demolição de cada uma
  • Onde cada objeção deve ser atacada (introdução, conteúdo, bônus, fechamento)
Como usar a respostaDistribua os fechamentos de dinheiro e tempo intercalados ao longo do pitch, não em bloco. As objeções marcadas para a introdução vão para a ficha do capítulo 11.
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MÓDULO 2 · PARTE 3 · WORKBOOK P. 61–63

A escassez: o antídoto contra a espera

O maior motivador de ação é o medo da perda. A escassez é a única parte do fechamento que não tem lugar fixo: ela é salpicada no maior número de pontos possível. “Se não tenho cinco elementos de escassez num pitch, sinto que não fiz meu trabalho.”

Os quatro tipos

  1. O preço sobe: “agindo agora é X; se esperar, é Y”.
  2. Os bônus somem: por data ou por quantidade resgatada.
  3. A oportunidade some: não dá mais para comprar por preço nenhum, por um tempo ou para sempre.
  4. Combinação: o preço sobe, os bônus somem e logo a oferta inteira sai do ar.

Jason passou a empilhar escassez como se empilham bônus. Por que ela importa mais que nunca: as pessoas veem mais ofertas no celular, no banheiro, do que viam num mês inteiro há 15 anos, quando uma carta de vendas era um evento, como um interurbano da avó.

O bônus de distribuição única: “Joe e eu gravamos isto e fizemos um contrato com advogado: só podemos distribuir este bônus para quem comprar pelo Joe até esta data. Não posso oferecê-lo a ninguém, por preço nenhum, depois disso.” Ele tem 157 temas possíveis para bônus assim: usa um, risca da lista. Mas use com moderação, só nos 20% de promoções que trazem 80% do faturamento. Técnicas usadas toda semana perdem a força.

Toda escassez precisa de um porquê

  • Incentivar a ação: “agir rápido numa boa ideia é um traço de caráter positivo. Para reforçá-lo, vou premiar quem agir imediatamente.” Mesmo um porquê fraco funciona, como no estudo da fila da copiadora (“preciso fazer cópias, por isso vou passar na frente”).
  • Senão não é especial: “se todo mundo pudesse ter a qualquer hora, não seria especial”.
  • Está fora do meu controle: “queria dar para todos, mas não é meu; o contrato só me permite oferecer até o fim deste webinar”.
  • Manter a integridade: “prefiro atender mil pessoas com excelência a um milhão mal”, com um critério em que todos se encaixam (“pessoas ansiosas por ter mais sucesso”).
  • Para fazer você comprar (raramente): “coloquei um cronômetro porque, deixado por sua conta, você não vai fazer nada. Você é aquele aluno que começava a estudar cinco horas antes da prova. Não vou deixar isso acontecer hoje.”

Como as vendas realmente se distribuem

O dia mais lucrativo de uma campanha são as três horas antes do carrinho fechar. Numa campanha de cinco dias, cerca de 25% das vendas vêm no dia do webinar, 25% nos dias seguintes e 50% no último dia. “Você não vai mudar isso.”

Torne a escassez crível

  • Mostre como a página fica quando a oferta acaba. Visual vence retórica.
  • Nunca minta. Custa vendas futuras.
  • Seja razoável. “Levei seis anos e milhões para criar e vou vender só para 40 pessoas por 500”: o cliente faz a conta (20 mil) e não acredita.
  • Aproveite a escassez real quando ela acontece.

No começo da carreira, Jason configurou sem querer o parcelamento em duas vezes de 97 em vez de três. No meio do pitch, alguém avisou. Ele assumiu o erro: “assim que o webinar acabar vou corrigir; quem estiver aqui tem 15 minutos antes de eu mudar”. Foi a maior taxa de conversão dele até então. Gary Halbert contava a história do armazém de colchões com uma goteira: “colchões avariados, como novos, com uma mancha no canto, pela metade do preço”. Escassez com um porquê real.

Fale a língua da escassez desde a introdução: limitado, antes que acabe, “puf”, por pouco tempo, enquanto durar, vantagem de quem sai na frente, ficar de fora, acesso restrito, desaparecer, fechamento do carrinho, raro. Até “no nosso pouco tempo juntos hoje” já planta limite na cabeça.

Por que o fechamento é escrito primeiro: ele alimenta o resto

Com o fechamento pronto, você sabe exatamente o que vende, como está posicionado, o que é oferta e o que é bônus, como reverteu o risco, quais objeções vai enfrentar e como a oferta é limitada. Agora dá para preparar tudo isso no conteúdo e na introdução. As objeções são as mesmas na introdução e no fechamento; só a pressão muda. Na introdução, por exemplo: “não se preocupe se o dinheiro está apertado; isso não tem nada a ver com o que vou mostrar hoje”.

No webinar de SEO para o Robert, o conteúdo mostrou que as páginas no topo do Google têm textos de 2.200 a 2.800 palavras. Jason pediu um compromisso: “mesmo sendo difícil, você bloqueia de 8 a 10 horas para escrever esse artigo?”. Todos disseram sim. Depois: “você precisa de dois”. Sim de novo: 16 horas de trabalho aceitas. O último bônus: uma empresa de SEO parceira escreveria os dois primeiros artigos de graça. A objeção não foi só resolvida, foi anulada. Quem topou 16 horas quando custava esforço não vai recusar quando custa zero.

E no Genius Webinars, a apostila apareceu num slide de “você vai descobrir hoje” logo no início, 40 minutos antes de o produto ser apresentado. Ela nem estava impressa; ele montou o print. A pessoa passa a querer o produto antes de saber qual é.

Ficha de IA · aplique na sua escassez

Desenhe a escassez real da oferta e onde ela aparece

O que este prompt fazFaz a IA escolher e empilhar os tipos de escassez que você consegue cumprir, escrever os porquês, distribuir a escassez pelo webinar, pela página e pelos e-mails, e criar um bônus de último dia.
Tenha em mãos
  • O limite real (vagas, data, capacidade de atendimento, bônus de parceiro)
  • As datas da campanha
  • O que acontece de fato quando a oferta fecha
Você recebe
  • A combinação de escassez recomendada
  • 2 porquês prontos para falar
  • Um mapa de onde a escassez entra
  • 10 frases curtas para os slides
  • Uma ideia de bônus para o último dia
Como usar a respostaSó fique com o que você vai cumprir de verdade. Marque no roteiro os pontos de escassez do mapa e conte: a meta é pelo menos cinco no pitch.
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MÓDULO 3 · WORKBOOK P. 14–17

Resultado definido e passo a passo

“O conteúdo não é o que a maioria pensa que é.” Ele não existe para esgotar o tema, e sim para fazer a pessoa comprar a ideia a cada passo. O bloco começa com duas decisões: o resultado definido e os passos para chegar lá.

Resultado definido: alvo nebuloso não é atingido

Como esperar que a plateia saiba onde mirar se você não definiu o alvo? E diga o alvo à plateia: “se meu propósito é fazer X, eu simplesmente conto para vocês”. Isso é muito mais persuasivo que deixar no ar a pergunta “aonde ele quer chegar?”.

Um resultado bem definido responde a três coisas:

  • Quem: que público você atende. “Já tentou montar dois cavalos ao mesmo tempo? Você come terra e irrita os dois cavalos.”
  • Sentimento: o que a pessoa vai sentir enquanto aplica o que você ensina. Mais compras são feitas pela emoção do que pela lógica. Quem ensina um processo de 127 passos passa a sensação de “prefiro continuar gordo a ter que fazer dieta”.
  • Resultado: o que o público considera sucesso.

“Oferecer o jeito mais fácil para qualquer pessoa, independente de experiência em negócios, começar o próprio negócio de produtos físicos com marca própria na Amazon e ganhar mais com ele em meio período do que no emprego de tempo integral.”

Público: quem trabalha e quer uma renda extra que substitua a principal, sem experiência em negócios. Sentimentos: fácil, “independente de experiência”, meio período. Ele não promete milhões nem atrai quem quer ficar rico rápido. Promete dobrar a renda da casa.

Construa em torno da gratificação instantânea

Na dúvida, Jason pergunta: o que essa pessoa quer, e como mostrar que ela consegue em metade do tempo de costume? Ele fez fortunas assim: criar produto de informação em dois dias, escrever carta de vendas em três horas, “montar uma área de membros com senha usando software gratuito em menos de 2 minutos e 16 segundos”. Levava 45 minutos para ensinar isso e, no fim, perguntava: “agora que você tem uma área de membros, o que vai colocar nela?”. Era isso que ele vendia.

A pergunta a fazer: o que posso mostrar que a pessoa consegue fazer imediatamente e ver resultado em breve? Construir um negócio na Amazon leva 60 dias até começar a dar lucro, uns 180 até recuperar o investimento: “quer pagar 5 mil por isso?” nunca é uma boa venda. Mas mover a pessoa um pouco para a frente, ainda no webinar, gera impulso. Pontos extras se a gratificação instantânea criar desejo pela oferta (como a área de membros vazia que pede conteúdo).

Passo a passo: no mínimo 3, no máximo 5

“Não existe nada que não possa ser dividido em passos. Se o seu não pode, não venda.” A regra:

  • Menos de 3 passos: desdobre um passo em dois.
  • Mais de 5: você está ensinando demais. Condense, junte ou elimine.

Os quatro passos do webinar de Amazon (ele quase sempre usa quatro):

  1. Como escolher os melhores produtos para colocar sua marca e vender na Amazon.
  2. O jeito mais eficiente de encontrar fornecedores com o melhor preço, qualidade e prazo.
  3. Como criar o anúncio do produto para ter o máximo impacto assim que ele entrar no ar.
  4. Como lançar o produto para que ele apareça logo em vários lugares onde os clientes procuram esse tipo de produto.

Escolher, fornecer, anunciar, lançar. Cada palavra foi escolhida com cuidado. Com o tempo, o slide passou de 156 palavras para quatro palavras: “Escolher. Fornecer. Anunciar. Lançar.” O cliente olha e pensa: “quatro palavras? Isso eu consigo.”

O mapa: o maior loop aberto que existe

Mostre os passos num slide de mapa e volte a ele a cada passo: o que já foi visto (com um sinal de concluído), onde estamos (destacado) e o que vem. Três efeitos:

  • Contexto: a pessoa só aprende por repetição, e o mapa mostra como cada passo se liga ao anterior e ao próximo.
  • Retenção: “se você está no passo 2 e ainda não viu o 4, não vai embora”. Esqueça truques de PNL; isto basta.
  • Confiança: “quem diria que um negócio milionário na Amazon tinha só quatro passos?”. E nada irrita mais que alguém que fala de um “processo de 4 passos” e nunca mostra um slide com os 4 passos.
Ficha de IA · aplique no seu conteúdo

Defina o resultado do webinar e quebre em passos

O que este prompt fazFaz a IA escrever opções de resultado definido com quem, sentimento e resultado; procurar uma vitória de gratificação instantânea que crie desejo pela oferta; e quebrar o resultado em 3 a 5 passos específicos, cada um ligado à parte da oferta que ele prepara.
Tenha em mãos
  • O briefing preenchido
  • A oferta do capítulo 1
  • O seu método, mesmo que ainda em tópicos
Você recebe
  • 5 versões do resultado definido
  • Uma ideia de gratificação instantânea
  • 3 a 5 passos com nomes enxutos
  • A ligação de cada passo com a oferta
  • O desenho do slide de mapa
Como usar a respostaLeia o resultado em voz alta: se não cabe numa respiração, encurte. Os passos escolhidos são a entrada da ficha do capítulo 8, que você vai usar uma vez para cada passo.
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MÓDULO 4 · WORKBOOK P. 17–24

Cada passo: contexto, visão, estratégia e compromisso

É assim que uma solução de 5 minutos vira uma seção de conteúdo de 45. Cada passo é ensinado em quatro tempos, sempre nesta ordem para a plateia. E vale lembrar: 99% dos webinars não têm uma única visão. Com quatro passos, você terá quatro.

1. Contexto: preparar o palco

“Quer perder peso? Põe o braço na mesa que eu corto. Um braço pesa uns cinco quilos.” Solução instantânea, mas custa um braço. Contexto importa. Antes de mostrar como fazer algo, explique por que importa e o que está envolvido, para que a técnica caia na perspectiva certa. Gaste menos tempo ensinando e mais tempo preparando o que vai ensinar.

O contexto tem duas partes:

  • Por que este passo é crucial para o seu sucesso? Ex.: “quanto mais demanda o produto tem, mais fácil vender apesar de você mesmo. Quanto menos concorrência, mais rápido você lucra.” Implicação: dá para lucrar mesmo sendo ruim de vendas.
  • Quais os elementos-chave envolvidos? Ex.: o que é marca própria (quatro cremes do mesmo fabricante, cada um com seu próprio anúncio, só muda o rótulo), que margens esperar (35% a 55%), e por que há mais produtos procurados do que vendedores.

O contexto deve aumentar o desejo de implementar: “vamos fazer o passo 1… mas antes deixa eu te mostrar isto… agora sim… espera, antes você precisa saber isto”. Empurra e puxa cria antecipação, e antecipação cria desejo. Quem compra a ideia compra o produto. Use um minuto, no máximo dois. Fatos e estatísticas servem (“mais redes de varejo faliram no primeiro trimestre de 2017 do que em todo 2016; para onde foi esse dinheiro? Para a Amazon”), mas são a forma menos preferida.

2. Visão: ver antes de aprender

Wayne Dyer inverteu o ditado: em vez de “acredito quando vejo”, “vejo quando acredito”. O objetivo é fazer a pessoa ver o passo já implementado na própria vida antes de ensinar a estratégia. É difícil agir sobre o que não se consegue imaginar. Bônus avançado: se a pessoa diz que está “travada”, a visão mostra movimento; se diz que é “difícil”, a visão mostra a resistência derretendo.

Os quatro tipos de visão

Fatia de vida (para o passo de escolher produtos): “Imagine: sempre que quiser um novo centro de lucro, você abre o app da Amazon, digita umas letras e pronto. Eu faço isso entre os turnos do jogo de softbol da minha filha. Entre o fim da segunda e o começo da terceira entrada, você tem três, quatro ideias de produto. Você sabe que nem todas serão home runs, e tudo bem: dinheiro achado é dinheiro de graça. Uma delas, sem nenhum carinho, vira um produto de quatro dígitos por mês. Engraçado quando o técnico do time não ganha isso por semana em 40 horas de trabalho. Outras duas são respeitáveis, o suficiente para passar da barreira dos seis dígitos por ano. Até que chega o quarto produto, que vale mais que os outros três juntos. O segredo: normalmente são quatro produtos para achar o vencedor. E quando você acha, sua vida nunca mais é a mesma.”

“Imagine que você pode fazer um filme com palavras.” Isso leva um minuto; quatro passos, quatro minutos. O retorno é enorme.

  • Micro-história: algo que aconteceu com você, em menos de 30 segundos, com que a plateia se identifica. Ex.: o pai que o levava à escola numa perua Pontiac 1979 com laterais de madeira, para ilustrar que nem a melhor carta de vendas vende aquele carro por 100 mil: tudo depende da oferta.
  • História de cliente (a favorita dele): Raul comprou o treinamento escondido da esposa e fez um trato com ela: se não ganhasse US$ 1.500 em 45 dias, desistia de empreender. Fez US$ 7 mil e depois US$ 45 mil, com os prints. Todo mundo se identifica com o cônjuge que não acredita e com a compra que não devia ter feito.
  • Future pacing: como é a vida agora que isso não é mais um problema? Ele pergunta: “aquilo que te toma 20 horas por semana: o que você vai fazer com as 20 horas de volta?”. A resposta costuma ser “não sei”, e é por isso que as pessoas se apegam ao problema: largá-lo é largar um pedaço da identidade. Se você não oferece uma identidade nova no lugar, não vende.

3. Estratégia: o “como”, em 5 a 10 minutos por passo

Há dois jeitos de ensinar o como:

  • Passos dentro do passo: “faça isto, depois isto, depois isto”. Ex.: a transição é recapitulação, sins e duas escolhas. Quatro passos com três subpassos cada são, tecnicamente, doze; mas apresente como quatro.
  • Critérios: “considere isto, cuidado com aquilo”. Ex.: “cinco fatores fazem o fornecimento dar certo: pedido mínimo baixo, prazo de entrega, potencial de lucro, qualidade e opções de fornecedor”.

Regras da estratégia:

  • Tempo: 5 a 10 minutos por passo. Quatro passos de 5 minutos são 20 minutos; os outros 25 vão para contexto, visão e compromisso. “As pessoas superestimam o que cabem em 45 minutos.” Ele costuma cortar de 50% a 75% do conteúdo dos clientes. “Eles vão um quilômetro de largura e um centímetro de profundidade; eu vou um quilômetro de profundidade e um centímetro de largura.”
  • Como a pessoa se sente importa mais do que o que ela aprende. Faça a checagem: como ela se sente ouvindo isso? Ele usa humor de propósito.
  • Mostre, não conte. Estratégia é principalmente print de tela. Ex.: “quer pagar um Tesla de US$ 1.226 por mês? Este tapete de carro com 25 avaliações dá US$ 1.908 de lucro por mês com 40% de margem. Esta capa de silicone para câmera, com zero avaliações e sete vendas por dia, dá US$ 1.800.”
  • Crie demanda pela oferta. Ele ensina a escolher produtos com um software pago… que vem de graça no bônus, num acordo exclusivo com o criador.
  • Valide com prova. “O James usou isso e escreveu: ‘dia 28, cheguei de um dia ruim no trabalho e tinha ganhado mais no produto naquele dia do que na semana inteira no emprego’.” É um depoimento, mas usado como ponto de ensino.
  • Teoria das restrições: “se eu tivesse só 5 minutos para explicar isto, o que eu diria?” Limites artificiais criam mensagens mais fortes.

4. Compromisso: micro e macro

Microcompromissos: 150 sins antes do pedido

Um microcompromisso é qualquer momento em que a plateia diz ou acena “sim”. Jason quer 150 sins antes de pedir dinheiro; a maioria dos webinars tem menos de cinco antes do pitch. Use “não é?”, “não faz sentido?”, “não seria?”, “certo?” (o favorito dele: rápido, natural, a plateia se habitua e continua dizendo sim). Varie a posição: no começo, no meio e no fim da frase, ou vira irritante (“já está te irritando, não está?”).

“Conseguir mais sins antes de pedir o sim da oferta ajudaria muito, não ajudaria? E não é simples, pensando bem, conseguir esses microcompromissos? E quando você consegue, não faz sentido que seja do jeito mais natural possível?”

Direto e indireto: “está começando a ficar claro?” versus “está ficando claro, não está?”. A segunda forma é mais forte. Outras: “você não diria que entende isso melhor agora do que quando começamos?”, “faz sentido?”, “concorda?”, “combinado?”, “entendeu?”. Avançado: um sim visual (“está ficando mais claro”), um auditivo (“isso soa verdadeiro para você”) e um cinestésico (“está começando a sentir que dá para usar no mundo real?”). E acene com a cabeça quando afirma: a outra pessoa espelha.

Macrocompromissos: uma identidade nova ligada a uma ação nova

Depois da estratégia de cada passo, peça um compromisso de ação. Jerry Maguire pergunta “quem vem comigo?” e ninguém vem. É a sua plateia quando você ensina e não pergunta “você vai fazer isso?”. Quanto mais fundo o compromisso com a ação, mais fácil a compra no fim: compromisso e coerência.

A fórmula: pergunta ampla (“isso não muda as coisas para…?”) → pergunta específica (“o que você consegue fazer agora que não conseguia?”) → pedido público: “como você vai fazer isso aparecer na sua vida, e está disposto a trabalhar para isso? Digite no chat agora. E você se compromete comigo a fazer?”

“Se a gente parasse o webinar agora, você sentiria que já valeu? Ótimo. E a verdade é que estamos só começando.”

“Fazer isso em vez do que você faz hoje tende a dar um resultado melhor? Promete que vai fazer assim da próxima vez? Jura? Promessa de dedinho?”

“Você tem três escolhas: fazer do jeito antigo, natural mas limitado, que eu chamo de manter o status quo; não fazer nada; ou usar o que acabei de mostrar no passo três, de verdade, no mundo real. Qual das três você se vê fazendo?”

Não seja chato. “Quem aqui quer mais dinheiro?” ainda funciona, mas é brega. “Não seria bom ter mais dinheiro entrando na sua vida com mais frequência?” diz o mesmo sem soar como vendedor de carro usado. Outra que ele adora: “vou fazer uma suposição: você quer ficar absurdamente rico num prazo absurdo. Estou certo?”. Transcreva seu webinar e marque cada pedido de compromisso: você vai se assustar com quão poucos são.

Estados emocionais (workbook)

“As pessoas compram pela emoção e justificam com a lógica.” Com o conteúdo pronto, percorra cada trecho perguntando “o que a pessoa deveria sentir agora?”. As sete emoções que mais levam a entender e comprar:

EmoçãoPergunta a fazer
MedoComo não fazer isso vai deixar a pessoa acordada de madrugada, olhando para o teto?
RaivaQue indignação moral ela deveria sentir, a ponto de não fazer nada virar cumplicidade com o status quo?
EsperançaO que faria ela olhar para o futuro com vontade de novo?
EmpolgaçãoQual a faísca que antecede a ação em massa?
Desejo intensoComo criar uma vontade forte dos resultados?
ConfortoComo ela pode avançar de um jeito em que só ganha e nunca perde?
AceitaçãoComo isso a deixa inteira de novo, e incompleta se não usar?

Outras práticas do workbook: um ponto por slide (os slides dobram ou triplicam, e o impacto mais que triplica); ligue os pontos, prenunciando a oferta e mostrando partes dela durante o conteúdo.

Ficha de IA · use uma vez para cada passo

Desenvolva um passo com contexto, visão, estratégia e compromisso

O que este prompt fazPega um dos seus passos e escreve os quatro tempos do capítulo: o contexto de por que ele importa, duas opções de visão, a estratégia em “passos dentro do passo” ou em critérios (com o que mostrar em tela) e o macrocompromisso no formato de três perguntas.
Tenha em mãos
  • O nome do passo (da ficha do capítulo 7)
  • Como você ensina esse passo hoje
  • Uma história sua ou de cliente ligada a ele
  • Prints ou exemplos que você pode mostrar
Você recebe
  • O roteiro do passo slide a slide (tela e fala)
  • Duas visões para escolher
  • A estratégia em 5 a 10 minutos
  • O pedido de compromisso no chat
  • Onde esse passo cria demanda pela oferta
Como usar a respostaRode o prompt uma vez por passo, numa conversa nova cada vez. Cole os roteiros em sequência no deck, entre o slide do passo e o slide de mapa seguinte.
Ficha de IA · revisão do conteúdo pronto

Audite os 150 sins e a curva emocional

O que este prompt fazLê o seu roteiro ou a transcrição de um webinar já feito e conta os microcompromissos, aponta onde faltam, reescreve frases como tie-downs naturais, troca os pedidos bregas e verifica se cada trecho entrega a emoção certa.
Tenha em mãos
  • O roteiro completo do conteúdo, ou a transcrição de um webinar gravado
Você recebe
  • A contagem de sins por bloco
  • 20 frases reescritas
  • Os pedidos de compromisso que soam forçados, corrigidos
  • Um mapa de emoções com ajustes
Como usar a respostaAplique as reescritas direto no roteiro. Repita a auditoria depois da primeira apresentação ao vivo, com a transcrição real.
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MÓDULO 5 · WORKBOOK P. 25–28

A transição: da aula para a venda sem constrangimento

Quase todo mundo que passa de ensinar para vender cria um momento constrangedor. Por isso a transição é um bloco próprio. Vender é desconfortável porque é um confronto: “você vai comprar de mim, sim ou não?”. A transição resolve isso, e, segundo Jason, ela serve mais a você do que ao cliente.

1. Recapitulação de 60 segundos

Comece com uma pergunta: “você está empolgado com a oportunidade que a Amazon tem para você?” ou “que experiência incrível tivemos hoje, não foi?”. Isso abre a porta para “até aqui, nós vimos…”. Ele diz “até aqui” de propósito: tem mais por vir.

“No nosso breve tempo juntos hoje, eu te dei a fórmula exata que levei anos aperfeiçoando, na casa dos nove dígitos, e agora ela é sua, com todo o poder que tem. Agora você sabe como, nos primeiros cinco minutos, fazer mais gente querer comprar do que a maioria consegue no webinar inteiro. Você tem um processo para apresentar conteúdo que cria compromisso na plateia, de modo que fica mais difícil dizer não à oferta e mais fácil dizer sim. Você tem a fórmula de pitch em cinco partes que transforma a parte mais difícil do webinar num ‘pinte por números’. Te dei a confiança para passar da educação para a venda mesmo se você odeia vender. Tudo isso e muito, muito mais, no pouco tempo que tivemos juntos hoje.”

Por trás disso está a ancoragem (PNL). Cada slide do conteúdo deixou uma emoção associada. Quando você mostra rapidamente as mesmas imagens (de 15 a 30 slides em um minuto, sem ler), as âncoras disparam e a pessoa revive em 60 segundos a experiência emocional de 50 minutos. Você dobra o impacto emocional. O nível avançado é ancorar e amplificar, com entonação crescente: “e isto, e isto, e também isto, e lembra daquilo…”. Inclua as provas: no webinar de Amazon, a recapitulação tinha uns 40 depoimentos.

Por que funciona: a mente esquece 85% do que ouve conscientemente. E, como em “Pré-Suasão”, de Robert Cialdini, as pessoas focam no que está na frente delas. Coloque na frente benefícios, resultados e conquistas, e repare que você também está olhando para eles logo antes de vender. Dá para reaproveitar os slides de “você vai descobrir” da introdução: “o que você vai descobrir” vira “o que você descobriu”.

2. Meia dúzia de sins

Dois objetivos: a plateia concorda com os ganhos que agora pode ter e as dores de que pode se livrar, e se acostuma a dizer sim logo antes da oferta.

  • Você se sente mais seguro para usar webinars no seu negócio?
  • Ficou feliz de ter vindo hoje?
  • Percebe a vantagem que tem no mercado só por usar estas técnicas?
  • Consegue se ver usando o que mostrei para crescer seu negócio?
  • Mesmo usando uma fração mínima disso, diria que o tempo valeu?
  • Gostaria de passar ainda mais tempo comigo, indo mais fundo para fazer webinars terem impacto no seu negócio?

A última pergunta prepara exatamente o que vem a seguir.

O treino do sim começa antes do webinar: “Confirma no chat que está me ouvindo e vendo a tela. ‘Sim’ é chato; vamos apimentar? A Sara disse ‘positivo e operante’, o Miguel ‘sí, señor’, a Maria ‘bora’…”. Ele lê de 15 a 20 respostas: a plateia aprende 20 jeitos de dizer sim antes do primeiro slide.

3. O fechamento das duas escolhas

“Sabe o que eu sei sobre você? Mesmo que tivéssemos quatro horas juntos em vez de só 45 minutos, seria quase impossível criar uma mudança duradoura, te dar tudo o que eu poderia dar. Não importa quão bom alguém seja, e eu sou melhor que a maioria: um webinar só não vai criar a mudança que você quer e merece. Você precisa de mais do que isso. O que te dei hoje foi muito valioso, como você mesmo me disse, mas é a ponta do iceberg. E se você gostou do que viu até aqui, vai amar o que vem a seguir, se disser a si mesmo que quer ir além deste breve encontro.

Antes deste webinar, eu tinha duas escolhas. A primeira: compartilhar o que compartilhei, nos despedirmos e torcer para você dar conta sozinho. A segunda: assumir um papel mais ativo e mais responsabilidade pelo seu sucesso, e transformar um encontro único numa relação contínua, crescente e vantajosa para os dois. Escolhi a segunda, e quando você vir o que preparei, vai ficar feliz por isso. É com enorme prazer que apresento…”

O que cada parte faz:

  1. Reconhece a realidade: grande mudança vem de exposição repetida. Michael Jordan não virou o melhor do mundo com uma sessão de 45 minutos com o Phil Jackson. Começa pela lógica, termina na emoção.
  2. “Você precisa de mais do que isso” posiciona o produto como um grande benefício.
  3. “Se gostou do que viu, vai amar o que vem” é linking: liga uma verdade (eles acabaram de dizer que gostaram) a algo ainda não provado. Bob Proctor é o mestre: dois fatos e uma opinião, dois fatos e uma opinião.
  4. “Escolhi a segunda, e você vai ficar feliz” posiciona a venda como um favor, e vende você para você mesmo.

Resumo da escolha: sozinho, apanhando, perdendo tempo e dinheiro, e talvez dando certo depois de dez anos; ou comigo, com todas as minhas cicatrizes e soluções, alguém no seu canto, por um investimento pequeno. “Imagine se ninguém te vendesse nada. Você teria que moer farinha com pedras para fazer pão.”

A regra que sustenta tudo

Em algum momento você pergunta: “se a gente parasse o webinar agora, você não concordaria que isso já mudou sua vida?”. Se não consegue dizer isso com convicção, não faça o webinar. Cem pessoas por uma hora são cem horas de vida humana concentradas em você. Faça ser verdade, e depois diga que é verdade, ou a pessoa vai lembrar só do joelho ralado na última hora de um dia incrível.

Macrocompromissos são sempre pelo chat; microcompromissos, não. E, como diz Jim Rohn, “você não prega o fogo do inferno sem o coração partido”: se você se importa, não deixa a pessoa escapar com meio compromisso.

Ficha de IA · aplique na sua transição

Escreva a recapitulação, os seis sins e as duas escolhas

O que este prompt fazTransforma os pontos do seu conteúdo numa recapitulação de 60 segundos em energia crescente, escreve seis perguntas de sim que terminam abrindo a porta para a oferta e adapta o fechamento das duas escolhas ao seu tema, mantendo os quatro movimentos.
Tenha em mãos
  • De 10 a 20 pontos fortes do seu conteúdo
  • O nome do produto
  • As provas que você mostrou no conteúdo
Você recebe
  • A recapitulação pronta, com marcação dos slides a reexibir
  • As seis perguntas de sim
  • O fechamento das duas escolhas na sua voz
Como usar a respostaLeia em voz alta cronometrando: tudo deve caber em 3 a 5 minutos. Decore as duas escolhas até conseguir falar sem ler.
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MÓDULO 6 · WORKBOOK P. 2 E 8

Introdução, parte 1: autoridade

A introdução tem um objetivo: criar mais compradores nos primeiros 5 a 15 minutos do que a maioria cria no pitch inteiro. Ela precisa de cinco elementos, em qualquer ordem: autoridade, compromisso, objeções antecipadas, esperança e mistério. Jason sempre começa pela autoridade, porque, se não acreditam em você, a oferta não importa.

A força da autoridade: ladrões entravam em casas vestidos de técnico de energia. Médicos têm autoridade; celebridades têm mais (a atriz Jenny McCarthy fez mais pelo movimento antivacina do que qualquer médico); e o médico celebridade, como o Dr. Oz, tem mais que todos. Existem quatro elementos de autoridade.

1. Resultados próprios

O que você conquistou que é notável e fora do comum, ligado ao tema? Três camadas:

  • Histórico: seu melhor resultado de todos os tempos no tema. Mostra o que é possível.
  • Recente: algo que aconteceu há pouco. Mostra o que você está fazendo agora. Na semana em que lançou o Genius Webinars, Jason fez um webinar de US$ 3,29 milhões para a própria lista e colocou o print de dois dias antes no pitch. “Se você não tem um resultado recente, não deveria estar fazendo um webinar.” (No mercado, muita gente faz algo até parar de funcionar e aí passa a ensinar.)
  • “Típico”: não é bem típico, é o seu acima da média que impressiona. Ex.: cinco webinars entre US$ 100 mil e US$ 200 mil. “Até minhas perdas são vitórias; não tive sorte uma vez só.”

Meta: quatro ou cinco resultados próprios diferentes. A maioria mostra um ou dois; mostrar cinco ou seis mais que triplica a autoridade (teoria dos jogos: jogue contra os jogadores, não contra o jogo). Em mercados sem ganho financeiro, use o que você fez pelos clientes, a melhor história que conhece.

Como apresentar resultados

  • Prova como fatia de vida: dentro do contexto do que a pessoa vai aprender, nunca para mostrar como você é incrível. “Descobri esse princípio quando fiz meus primeiros US$ 100 mil online; até ver o dinheiro entrando, é difícil entender.”
  • Nunca diga “não mostro isso para me gabar”. Você acabou de colocar a palavra “gabar” na cabeça da pessoa.
  • Mostre de forma real: print de mensagem, e-mail, notificação de pagamento, página. Por que acreditariam num número digitado no slide?
  • Quantidade vira qualidade: prova nunca é demais, desde que não fique chata, longa ou confusa. Os líderes do seu setor estão tão acostumados aos próprios resultados que nem falam mais deles; quem está começando e usa cada resultado vence os titãs.

Ben, um jovem do mercado de marketing digital, não sabia dizer de cabeça quantos lançamentos tinha feito (“uns 20”) nem quantos passaram de seis dígitos (“uns metade”). Eram 11 lançamentos de seis dígitos em um ano. “Você deveria saber o número exato, quantos clientes passaram por eles (67.236), em quantos setores.” Com 11 resultados num webinar de 45 minutos, ninguém compete com ele.

2. Posicionamento

Colocar você e a informação em relação ao que o público já conhece e admira. Perguntas:

  • A que coisa admirada pelo público você pode se ligar? No Genius Webinars, ele mostrou o print da programação do evento anual em que palestraria ao lado de nomes que o público venerava, e a mensagem em que conta que gritou de alegria no treino de líderes de torcida da filha.
  • Que etiquetas de preço estabelecem valor? O evento anual custava US$ 10 mil; ao se ligar a ele, o produto de US$ 5 mil “mora” nos US$ 10 mil. Ele cita sempre o grupo 100K, que custa US$ 100 mil por ano.
  • Que superficialidades do mercado você pode explorar? “Autor publicado”, “palestrante do hall da fama”, “membro da associação nacional de palestrantes” (que custa 500 dólares por ano). Um aluno tinha sido presidente da associação nacional de empresas de resolução tributária: ninguém na sala conhecia, mas o público dele conhecia, e isso o torna próximo e superior ao mesmo tempo. “Se dá para resolver um problema assinando um cheque, não é um problema” (Dan Sullivan).
  • Linguagem: usar palavras que nenhum vendedor comum usa é posicionamento (nível avançado, para o terceiro ou quarto ano).

Ser próximo é opcional. Você não precisa dizer “sou igual a você”; se a pessoa quer chegar ao seu nível, essa é uma posição de venda mais forte. Se quiser criar proximidade, mostre que veio de onde ela está:

“Me fascinei por ganhar dinheiro online em 12 de novembro de 2007, quando fiz meus primeiros 4 dólares. O PayPal levou 42 centavos e fiquei com 3,58 e a confiança de que podia repetir aquilo.” (print) Slide seguinte: US$ 1,36 milhão na conta. O seguinte: US$ 4 milhões. Em 45 segundos ele construiu a ponte de onde a pessoa está até onde ela quer chegar, e ninguém mais mostra o primeiro dólar.

3. Celebridade: autoridade por procuração

  • Global: todo mundo conhece; não precisa ter relação com o tema. Ele pagou US$ 25 mil a Larry King para uma entrevista em que escreveu todas as perguntas, incluindo “parece que isso vai deixar muita gente rica”.
  • Local: famoso no nicho. Ex.: Tom Bilyeu, fundador da Quest Nutrition, numa gravação dirigida por Jason na casa dele em Mulholland Drive (citar o endereço é posicionamento).
  • Fabricada: uma lenda que o público não conhece, apresentada por você. Ed Viesturs: único americano a escalar as 14 montanhas acima de 8 mil metros sem oxigênio, nunca perdeu um cliente, e ensinou que “planejamos a descida antes da subida”. “Eu vendi o Ed melhor do que o Ed se vendia.”

Três usos: como lição (“uma coisa que aprendi com o Shaquille O’Neal”), como superpoder (“minha capacidade de persuasão me coloca em salas com Robert Cialdini”) e como contexto (“Bob Proctor, com quem fiz webinars milionários, diz…”). Pegue toda chance de foto com celebridades: Joe Polish ensinou que é só chegar e pedir. Torne a foto memorável (ele abraçou Shaq “como uma árvore” e pediu para beijar o rosto de Richard Branson).

4. Depoimentos: a regra dos 5 em 5

O depoimento é a forma mais forte de autoridade e o ponto mais fraco da maioria dos webinars. A maioria os coloca como um bloco depois da oferta, dos bônus e da garantia, o pior lugar possível. No método, cada componente e cada bônus terminam numa prova: 3 componentes e 6 bônus são 9 lugares para depoimentos, espalhados com estratégia. E na introdução vale a regra: pelo menos 5 depoimentos nos primeiros 5 minutos (ele usa uns 30 nos primeiros 5 a 10).

Quatro enquadramentos para encaixá-los na introdução sem parecer vitrine:

Como eu soube que funcionava: “Testei a estratégia e foi bem, mas não sabia se era sorte. Mostrei para um amigo, que foi bem também, apesar do QI de 87. Mostrei para a senhora bósnia de 87 anos da lavanderia e ela foi melhor que nós dois juntos. Pensei: temos algo aqui.”

O poder disto: “O que vou mostrar hoje é transformador, se você levar a sério. Como eu sei? Vi acontecer. O Mike fez isso. O Guy fez aquilo. O Murray começou atrasado e em um mês estava no topo do setor.”

Por que eu faço isso: “Por que ensinar em vez de guardar só para mim? Primeiro, porque não sou egoísta. Segundo, por causa de resultados como este: o Chuck diz que ganhou num ano o que muita gente daria um braço para se aposentar, e agora constrói um negócio para a próxima geração. Por causa do Basavaraj, um indiano em missão da ONU na Líbia, em zona de guerra, com internet caindo, banco na Índia, produto da China, vendendo nos EUA, que fez os primeiros US$ 10 mil em menos de 90 dias. É por isso que eu faço.”

O que é possível: “Não estou dizendo que você vai ter resultados como estes [comando embutido]. Mas quero mostrar o que é possível se levar isso a sério.”

Os tipos de depoimento, do preferido ao menos

  1. Grande resultado: algo excepcional, específico e tangível.
  2. Resultado inicial: alguém que, depois de um webinar como o seu, teve um resultado imediato, mesmo pequeno. A maior parte da plateia nunca teve nenhum resultado e o que ocupa a cabeça dela não é o milhão, é o primeiro real.
  3. Inspiracional: uma vida tão transformada que transcendeu o tema.
  4. De caráter: alguém de peso falando de quem você é. “É como ter sua mãe como álibi num julgamento.”

Boas práticas

  • Destaque o que importa: borre o ruído e realce o trecho. Pablo, 32 anos: US$ 508.227,23 em 30 dias de vendas na Amazon. Jason usa o print para ensinar margem de lucro (“o próprio Pablo diz: em torno de 40%”) e deixa visíveis as 263 curtidas da comunidade, pré-vendendo o grupo que vem no bônus.
  • Capturado na natureza: post de Facebook, mensagem, e-mail.
  • Apresente de forma dramática: não leia palavra por palavra; tire trechos, seja rápido e forte.
  • Reutilize os melhores: ele usou o Pablo cinco vezes no mesmo webinar (introdução, conteúdo, transição e duas vezes no fechamento), revelando a história aos poucos: ele comprou oito cursos baratos antes, fazia 15 a 30 mil por mês, decidiu fazer direito e foi para meio milhão.
  • Use variedade: resultados grandes, médios e pequenos; homens e mulheres; jovens e velhos.
  • Respeite as regras do seu setor: use os avisos de que resultados não são típicos.
Ficha de IA · aplique na sua autoridade

Faça o inventário de autoridade e os 5 depoimentos dos 5 minutos

O que este prompt fazOrganiza tudo o que você tem de prova nos quatro elementos do capítulo, aponta o que falta, sugere posicionamentos e “superficialidades” do seu mercado e escreve as falas que encaixam cinco depoimentos nos primeiros cinco minutos usando os quatro enquadramentos.
Tenha em mãos
  • Seus resultados com números e datas (o melhor, o mais recente e os “típicos”)
  • Fotos e contatos com pessoas conhecidas
  • Títulos, associações, eventos e preços ligados a você
  • Seus depoimentos, de preferência em print
Você recebe
  • O inventário nas três camadas de resultado
  • Ideias de posicionamento e de celebridade
  • A seleção de depoimentos por tipo
  • A fala da autoridade nos primeiros minutos
  • Onde reutilizar cada depoimento
Como usar a respostaTransforme a lista de “o que falta” em tarefas: pedir prints a clientes, contar números exatos, buscar a foto. Cole a fala de abertura no início da introdução.
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MÓDULO 7 · WORKBOOK P. 3–13

Introdução, parte 2: compromisso, objeções, esperança e mistério

Os outros quatro elementos da introdução. Introdução tem de 5 a 15 minutos: não tente fazer tudo de uma vez na primeira versão. “Se você não fazia nenhum, um já é uma melhoria.”

Compromisso: escuta ativa e uma identidade nova

A maioria assiste passivamente. Jason quer escuta ativa: a pessoa criando imagens e filmes na cabeça, se vendo fazendo o que ele mostra. “Quanto mais imagens favoráveis a pessoa cria na mente em relação à sua apresentação, mais você vende.”

Regra inegociável: nos primeiros 5 minutos, a pessoa precisa dizer por escrito, no chat, que se compromete com algo grande. Se ninguém responder, não finja que responderam: “não, não, não, não vamos seguir”.

“Meu objetivo hoje é te mostrar como criar webinars que façam você ganhar mais dinheiro do que conseguiria gastar. E se eu te fizer ganhar muito dinheiro, posso pedir que você gaste um pouquinho dele comigo e com minha empresa no futuro? Escreve ‘sim’ no chat se estiver tudo bem.” Ele já colocou na cabeça da pessoa a imagem de gastar com ele.

“Meu objetivo hoje é trocar incerteza por clareza, medo por confiança, e soltar o que está preso aí dentro. E se eu falhar em tudo isso, o pior que vou fazer é te dar muito dinheiro. Mas isso é uma via de mão dupla. Nada me dói mais do que ver alguém encontrar uma ideia que muda a vida e desperdiçá-la. Vou te dar meu melhor; em troca, peço o seu: que você se veja fazendo o que eu mostrar, que torne isso seu. Combinado? E não estou falando de sim na cabeça nem de aceno. Quero ver ‘sim’ no chat agora. Três letras, enter.”

Leia os nomes em voz alta, acelerando: “a Karen disse sim, o Tom disse sim, o Sridhara disse sim…”. Nomes incomuns provam que as pessoas são reais, e a velocidade cria urgência. Quem não respondeu sente que está ficando de fora.

Alinhe o compromisso à oferta. Para um software de e-mail: “se eu te mostrar como melhorar seus e-mails, quantos você mandaria por semana para seus clientes? Escreve no chat”. A pessoa se compromete, na cabeça, a mandar mais e-mails, e no fim você vende o que ajuda a mandar.

Compromissos criam identidades

Quase toda a sua plateia tem uma identidade empobrecida em relação ao tema: se as coisas fossem bem, ela não estaria no webinar. “Ninguém vai ao psiquiatra dizendo ‘estou nove de dez na felicidade, como chego ao dez?’.” A coisa que a pessoa mais quer é justamente aquela em que ela tem a identidade mais fraca. “Não se resolve um problema com a mesma consciência que o criou” (Einstein). Você precisa destruir a identidade empobrecida e colocar uma mais forte no lugar.

O mega compromisso: uma frase que faz a pessoa prometer que, durante o webinar, vai fazer algo que (1) cria imagens que a deixam mais favorável à sua oferta e (2) a faz se ver agindo sobre o que você mostra. “Quanto menos você inventar e mais pegar emprestado de mim, melhor.”

Objeções antecipadas: enfraquecer a fundação

Na introdução, você não chega com a marreta. Seria cedo demais, como casar antes de namorar. Você enfraquece a fundação da objeção, para que no fechamento ela imploda com um empurrão.

“Vou mostrar algo que criou mais riqueza de primeira geração do que qualquer coisa hoje. Mas existem obstáculos no caminho. O primeiro é dinheiro. Muita gente acha que precisa de dinheiro para ganhar dinheiro. Se fosse verdade, eu ainda estaria pintando paredes por 12 dólares a hora. Mesmo que você esteja na pior situação financeira que imagina, como o Raul estava [print do Raul], dá. É mais sobre engenhosidade do que sobre recursos. Se você está pensando ‘não tenho dois tostões’, deixe isso em suspenso pelos próximos 58 minutos.”

Ele faz o mesmo com tempo, crença, capacidade e medo, tudo nos primeiros minutos.

As objeções universais da introdução

  • Crença: “você tentou antes e não conseguiu; por que agora seria diferente?”. Paradoxo: o melhor cliente é quem já comprou muito (na loja de pastas, venda para quem entra com pasta nova, não para quem entra com a pasta rasgada), e é ele quem mais duvida. Reenquadre: “não é sobre administrar um negócio; é sobre aproveitar uma oportunidade nova seguindo um passo a passo”.
  • Capacidade: “7,3 bilhões de pessoas conseguem, menos eu”. Ex.: “seu celular veio com manual? Você é a mesma pessoa que não conseguia programar o videocassete e hoje faz mais nisso do que presidentes faziam”.
  • Confiança: “por que você está me ensinando em vez de usar sozinho?”. Seja direto: “quero que você enriqueça com isso para gastar mais comigo”.
  • Medo: da mudança, do fracasso, do desconhecido. Concorde primeiro: “claro que vai dar medo; eu ficaria preocupado se não desse. Qual foi a vez que você teve medo e foi mais fácil e mais divertido do que pensava? Se o medo mandasse, a maioria ainda moraria com os pais, olhando debaixo da cama.” Ele faz rir do medo.
  • Conflito: quer sair da situação, mas sem trair quem é. Dê uma saída.
  • Timing: cedo demais? Perdi o bonde?

O reenquadramento em três passos

  1. Reconheça e suavize: “você pode estar se perguntando se consegue ou não fazer o que vou mostrar”.
  2. Valide e reenquadre: “é uma preocupação válida, porque o que você quer saber de verdade é: desta vez vai ser diferente? Você vai finalmente ter a solução que procura?”. Você trocou a pergunta dela por uma que você sabe responder.
  3. Apresente um alvo: “eu acredito que sim. Ao longo da apresentação, repare como essa abordagem funciona para gente de todos os perfis, cada um com seus desafios. Procure isso.” Se você manda procurar, a pessoa encontra (como as camisas azuis na sala, que ninguém notava até ele apontar).

Avançado: concordar com a objeção e redefinir o que se concorda. “É, você me pegou: só funciona em mercados onde as pessoas gastam dinheiro.” Nunca discorde de uma objeção.

Para mapear: pergunte “por que quem deveria dizer sim não diz?”, escreva todas e corte até ficarem 5 a 7. Na compra de um carro há umas 12 objeções, e só 3 ou 4 importam para cada comprador. Fontes: sua cabeça, o chat (“peça dinheiro e, quando disserem não, pergunte por quê”), suporte, redes, comentários de pré-lançamento.

Esperança

Só existem dois motivadores: dor e prazer. A dor move mais: perder 50 mil dói mais que ganhar 100 mil dá prazer, e quem tem dor de dente gasta antes de quem quer um sorriso mais branco. Mas quem está com dor só enxerga mais dor no futuro. Essa pessoa compra mal, aproveita mal e não volta. É preciso mostrar que o mundo é bom e que a única coisa no caminho é a falta da solução. (Vivemos a época mais segura da história humana, mas lembramos mais dos casos ruins, como a lua cheia que parece ter mais crimes só porque lembramos dela.)

A alavanca: “Me dê uma alavanca grande o bastante e eu movo o mundo. Quer saber qual é a sua alavanca? É o seu porquê. Por que você quer crescer seu negócio? Por que quer mais renda?” A pessoa volta para os sonhos, não para as dores. “Jason inventou essa transição e pede: roube.”

A máquina do tempo: “Digamos que eu tenha uma máquina do tempo, passe na sua casa e a gente vá 15 anos para o futuro, com esse problema resolvido. Como é sua vida agora que você não precisa mais se preocupar com isso?”

Do workbook: “Acabei de transferir 100 milhões para sua conta. O que você faz hoje? Esta semana? Este ano?” · A varinha mágica: “se eu sumisse com esse problema, o que você notaria primeiro?” · A ruptura positiva: um dado de tendência que favorece quem chega antes.

Mistério e intriga

“Como você revela os insights importa mais do que os insights que revela.” Ninguém é obrigado a ficar no seu webinar, e quem sai antes do pitch tem taxa de conversão zero.

A técnica primeiro-último e os blind bullets

No início da introdução, coloque um slide “Neste webinar você vai descobrir…” e deixe para preencher depois. Com o webinar pronto, cole prints de slides reais do conteúdo (e até do pitch) e escreva blind bullets: prometem o benefício e escondem o como.

  • “Um raio-x do modelo de webinar que usei para gerar mais de US$ 100 milhões em vendas nos últimos oito anos.”
  • “Como criar mais compradores na introdução do que a maioria cria no pitch.”
  • “Uma fórmula de conteúdo tão forte que você vai usar em todo o seu negócio, não só em webinars.”
  • “Você provavelmente está cometendo este erro, e ele está te roubando.”
  • “Uma fórmula de pitch de preencher lacunas, e muito lucrativa.”
  • “Um truque de webinar que gerou mais de US$ 1,4 milhão em menos de 75 minutos.”
  • “Como um webinar de 20 de julho colocou 154 pessoas num programa de US$ 1.000 por mês e 82 pagando US$ 9.995 pelo ano.”

Basta a pessoa querer saber um deles para ficar até o fim.

  • Mostre fora de ordem: a aleatoriedade cria vício, como no jogo (mesma ação, resultado diferente).
  • Prenuncie a oferta: um slide com o print do produto, sem explicar o que é.
  • Personalize para o público: “e neste webinar vou provocar o Joe Polish por um erro que ele está cometendo no podcast; você provavelmente comete o mesmo”.
  • Outros ganchos: algo que só será mostrado ao vivo e cortado da gravação; um acontecimento recente que mudou tudo e que você vai revelar; admitir que vai tentar algo inédito e não sabe se vai dar certo.
Ficha de IA · aplique na sua introdução

Escreva a introdução com os cinco elementos

O que este prompt fazJunta o que você produziu nas fichas anteriores e escreve a introdução completa: a abertura de autoridade, o mega compromisso pedido no chat, o reenquadramento das 2 ou 3 maiores objeções, a esperança (máquina do tempo ou alavanca) e 8 blind bullets para o slide “você vai descobrir”.
Tenha em mãos
  • O resumo do conteúdo e da oferta já prontos
  • A fala de autoridade da ficha do capítulo 10
  • As objeções marcadas para a introdução (capítulo 5)
Você recebe
  • A introdução slide a slide, com tela e fala
  • O mega compromisso
  • Os roteiros de objeção em três passos
  • A sequência de esperança
  • 8 blind bullets e 2 ganchos extras
Como usar a respostaEscreva esta parte por último, com o resto pronto. Cronometre: no primeiro webinar, mire em 10 minutos; mais que 15, corte.
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MÓDULO 8 · JUNTANDO TUDO E OTIMIZAÇÕES

Montar os slides, cortar e otimizar

Com as peças prontas, falta juntar. Jason escreve um webinar em cerca de quatro dias, entre 12 e 15 horas de trabalho; para quem está começando, 30 ou 40 horas são aceitáveis. O segredo é escrever o primeiro rascunho o mais rápido possível, porque o tempo maior vai para as passadas de revisão.

O estado certo antes de escrever

Ele abre o módulo contando o último show de Tom Petty: ouvindo “Free Fallin’”, lembrou do ônibus da escola aos 8 anos e sentiu gratidão pela vida aos 34. Uma semana depois, o cantor morreu. Antes de escrever um webinar, ele só começa quando está nesse estado de gratidão e abundância.

Por quê? “Se quero que você acredite em mim e em você, eu preciso acreditar em mim. Preciso estar no estado em que quero o cliente quando ele diz sim.” Seu cliente tentou 14 coisas antes de chegar a você; ser cínico (“meus clientes não fazem nada”) mata a empatia, e sem empatia não há negócio. Exercício: lembre de um momento em que pensou “não acredito que a vida está tão boa” e segure essa imagem quando sentar para escrever.

Afiar o machado: as perguntas, na ordem

“Me dê oito horas para cortar uma árvore e passo seis afiando o machado.” Antes de escrever slides, responda no papel, nesta ordem:

  1. O que vou vender? Quais os componentes principais?
  2. Como vou posicionar o preço contra esses componentes?
  3. Que bônus vou revelar e como vou empilhá-los?
  4. Como vou reduzir o risco, ou usar a falta de garantia como vantagem?
  5. Quais as objeções centrais? Como tratá-las no fechamento e na introdução?
  6. Qual é minha escassez, onde e como vou usá-la?
  7. Qual o resultado definido? Como quebrá-lo em passos?
  8. Qual o contexto, a visão, a estratégia e o compromisso de cada passo?
  9. Que autoridade posso usar: resultados, posicionamento, celebridade, depoimentos?
  10. Qual o mega compromisso que muda a identidade? Como criar esperança e prender a atenção?

A ordem de escrever: comece por onde quiser, mas rápido

Quem é muito sequencial pode escrever na ordem da apresentação; Jason às vezes começa pelo conteúdo, às vezes pelo pitch, às vezes pela introdução. A única que ele nunca escreveu primeiro foi a transição. O critério é um só: o mais rápido possível e com todos os elementos.

  • Introdução: se começar por ela, faça uma versão esquelética, sem criatividade: “hoje quero falar de [tema]; sou autoridade porque tive estes resultados, para mim e para outros; olha com quem eu ando…”, “se eu tivesse que adivinhar as dúvidas, seriam estas cinco…”, “imagine a vida sem esse problema…”, e um slide “colocar slides da introdução aqui depois”. É aquecimento, como alongar antes de correr. Você vai jogar metade fora.
  • Conteúdo: a seção mais fácil estrategicamente e a que mais dá trabalho braçal. É a menos importante para a venda. Cuidado para não se esgotar nela e deixar o pitch para o fim, sem energia.
  • Transição: no primeiro rascunho, pode ser só “colocar transição aqui”.
  • Pitch: sobrecarregue de informação, sem parar. “Tenho mais medo de parar para pensar do que de colocar a coisa errada no slide.” Escreva e apague.

O conteúdo em lotes

Para o conteúdo, ele monta os slides por tipo, não na ordem em que a plateia vê, para ficar no mesmo estado de pensamento (como um filme, gravado fora de ordem e montado na edição):

EtapaO que criarSlides acumulados (4 passos)
1O slide de mapa e um slide por passo5
2Um slide de contexto para cada passo9
3Um slide de visão para cada passo13
4Um slide “estratégia aqui” e um de compromisso para cada passo21
5Por último, a estratégia de cada passo, entre visão e compromissoquantos precisar

Na estratégia, erre para o lado do excesso: subtrair é mais fácil que somar. “Agora escreva os mesmos bullets com metade das palavras”, mas só depois de ter as 100 palavras para chegar às 50.

  • Marcadores de lugar: se falta algo, escreva no próprio slide (“estatísticas deprimentes aqui”, “ver se encaixa depoimento”) e siga. Fique no estado. Não carregue todos os pratos de uma vez.
  • Gestão de ideias: ideia que não se sabe onde encaixa vai para uma nota à parte. Das notas dele: “mais compromisso em todo o deck”, “o conteúdo deveria destruir objeções”. 90% nunca são usadas, e às vezes a dúvida (“está faltando objeção no conteúdo?”) se resolve sozinha na revisão.

No webinar do Lifebook, a primeira passada de um slide de contexto era só texto: “somos mais avançados que nunca, mas 1 em 5 americanos sofre de doença mental; para cada sem-teto há seis casas vazias…”, com lacunas como “X pessoas vivem com menos de Y por dia”. Na segunda passada, um slide virou quatro, sem uma palavra, só imagens. Na verdade, a primeira passada foi apenas “achar estatísticas deprimentes e colocar aqui”.

Primeira passada: cortar

Seja implacável: “esteja disposto a destruir qualquer slide que não seja excelente”. Normalmente sai uns 25% do material, e depois das primeiras apresentações ao vivo sai mais. Cronometre: sua estimativa de tempo vai estar errada (você acha que são 60 minutos e são 1h50). Mas não se censure no rascunho: “a ideia boba que você tem medo de escrever às vezes é a melhor coisa que você fez em 15 anos”.

Segunda passada: design e camadas

  • Pitch: a URL de compra em praticamente todo slide, via slide mestre (muda um, mudam todos). Grande, em destaque, “a coisa maior do slide”. Nos últimos 53 slides do webinar de Amazon, quase todos têm a faixa amarela com a URL.
  • A URL: fácil de falar, lembrar e digitar. A melhor dele: mybestbonus.com (e mybestbonus.com/john para o público do parceiro). Nunca algo como “compra.widgetsllc.info/inscrevaseaqui”.
  • Introdução: agora sim, alimente-a com material do conteúdo e do pitch.
  • Mostrar ou contar: a pergunta mais importante da revisão. Onde der para trocar texto por imagem, troque.
  • Conteúdo: que emoção a pessoa sente aqui? É a que eu quero? Dá para prenunciar mais a oferta?
  • Transição: como deixar as técnicas padrão mais específicas para este conteúdo e este pitch?

As passadas seguintes

Ele precisa de pelo menos três passadas sólidas por seção e percorre o webinar inteiro de 8 a 12 vezes, cada vez com uma pergunta:

  1. O que dá para alisar e juntar?
  2. Estou pedindo compromisso suficiente?
  3. O design mostra em vez de contar?
  4. Há tie-downs suficientes?
  5. Onde posso prenunciar a oferta?
  6. O que mais posso apagar?
  7. A emoção está lá?

Trabalhe em ondas, um elemento por vez. Dê a si um prazo, mesmo que não exista: “custe o que custar, este webinar fica pronto nesta data”. “É um trabalho braçal, chato e tedioso que paga mais do que qualquer coisa que eu conheço.”

Post-mortem: onde está o dinheiro de verdade

Depois de cada apresentação: “eles reagiram onde achávamos que reagiriam? Onde erramos o julgamento? Pareceu certo ao falar? Caiu bem? Dava para dizer melhor?”. A piada na empresa dele: uma hora comemorando um sucesso, 16 horas desmontando como poderia ter sido melhor. Na madrugada em que fecharam o maior lançamento de afiliado da história, às 2h, ele e o sócio comemoraram por 10 minutos e passaram 50 discutindo o milhão a mais que poderiam ter feito.

Um detalhe que ele testa: dizer que o webinar termina num horário quebrado (75 ou 80 minutos, não 90), calculado até a primeira chamada à ação. Parece mais real.

Lições da sessão ao vivo com uma aluna

Jason montou ao vivo o esqueleto do webinar de Marisa (programa de 10 semanas, US$ 1.997, meta de 500 a 1.000 vendas). Os ajustes que ele fez valem para qualquer webinar:

  • A melhor resposta a uma objeção estava fora do webinar. Contra “vai tomar tempo demais”, ela respondeu de improviso: “dizem que é maratona, não corrida; mas há momentos em que você precisa correr. Como você vai ser uma luz no mundo se não consegue pagar a conta de luz?”. Estava apaixonado demais para estar no roteiro. Ele sugeriu plantar a palavra “sprint” na introdução, usá-la no nome de um passo e retomá-la no fechamento.
  • Prove a escassez. “Só abrimos uma vez por ano”: mostre o print do sistema de pagamento com a data da última venda (borrando o nome do cliente).
  • Não mexa no que vai bater a meta. Com parceiros já comprometidos, faça só melhorias incrementais: dobre as provas, triplique os depoimentos sem aumentar a duração. Três melhorias de 3% se multiplicam.
  • Escreva um webinar novo para quem disse não, em vez de mexer no primeiro. E um webinar de abandono de carrinho: “só para quem colocou no carrinho e não comprou; venha, precisamos conversar”.
  • Encurte a oferta. A equipe dela admitiu que ela explicava cada detalhe; a ênfase tem que ir para os bônus.
  • Use os depoimentos com estratégia: depoimentos em volta de objeções, de provas, de estratégia e do passo a passo. Com 100 páginas de depoimentos, dá para rolar a página acelerada enquanto fala.

Formato e ferramentas

  • Slides vencem vídeo. “Me dê um Keynote e eu converto mais que qualquer outro formato.” Slides simples: manchete grande, poucos bullets, muitas imagens. Um parceiro converteu 25% com o método e caiu para 17% no mesmo webinar só por ligar a câmera durante o pitch.
  • Áudio: ele vendeu US$ 20 milhões com um headset USB de US$ 30. Comece com um headset.
  • Plataforma: a tecnologia serve ao webinar, nunca o contrário. Ele prefere plataformas fora do navegador (parece um evento especial) e com chat privado: o participante fala com o apresentador, mas não vê os outros. Chat público com cinco pessoas caladas vira o “restaurante de estacionamento vazio”; chat lotado demais distrai. Entre chat público e nenhum chat, ele escolhe nenhum.
  • Público pequeno também vende: “com 30 pessoas, se eu vender 10 a 2 mil, fiz 20 mil”. Só não deixe a plateia saber que são cinco.

O primeiro webinar de sucesso dele: “tenho uma tecnologia nova e não sei se vai dar certo; quer testar comigo? Vou gravar um produto ao vivo que depois vou vender por 37 dólares; quem assistir ao vivo leva de graça”. Vieram 49 pessoas, ele ensinou por quatro horas e saiu com produto e depoimentos. Depois, para quem não foi: “vocês podiam ter levado de graça; vou dar uma segunda chance por 27 nas próximas 48 horas”. Vendeu 250. “As pessoas preferem pagar com dinheiro a pagar com tempo.” E as pessoas adoram fazer parte de algo: “não sei se vai funcionar; quer tentar comigo?”.

Ficha de IA · montagem

Transforme o rascunho em deck: cortar, dividir e cronometrar

O que este prompt fazLê o roteiro completo e faz as duas primeiras passadas do capítulo: indica o que cortar (cerca de 25%) e por quê, divide tudo em um ponto por slide com sugestão de imagem ou print, estima os tempos de cada bloco e aponta onde prenunciar a oferta e onde faltam compromissos.
Tenha em mãos
  • O roteiro completo, juntando as respostas das fichas anteriores
Você recebe
  • A lista de cortes justificada
  • O deck slide a slide (título, texto na tela, imagem sugerida)
  • Uma estimativa de tempo por bloco
  • A checagem da URL no pitch
  • Pontos para prenunciar a oferta
Como usar a respostaMonte o deck no Keynote, PowerPoint ou Canva a partir da lista. Depois ensaie com cronômetro: o tempo real manda mais do que a estimativa.
Ficha de IA · depois de cada apresentação

Faça o post-mortem do webinar

O que este prompt fazCruza a transcrição, as perguntas do chat e os números da apresentação para dizer onde a plateia reagiu ou não, que objeções apareceram sem resposta, se os blocos respeitaram tempo e função e quais as 5 mudanças de maior impacto para a próxima vez.
Tenha em mãos
  • A transcrição do webinar
  • As perguntas e mensagens do chat
  • Inscritos, presentes, vendas ao vivo e no replay, minuto das maiores quedas de audiência
Você recebe
  • O diagnóstico por bloco
  • Objeções novas com respostas e onde inserir
  • O diagnóstico do funil
  • As 5 mudanças priorizadas
Como usar a respostaAplique as mudanças em ondas, uma por apresentação, para saber qual delas funcionou. Guarde cada post-mortem: eles viram o histórico do webinar.
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BÔNUS · LUCROS IMEDIATOS COM WEBINAR (IMMEDIATE WEBINAR PROFITS)

A Fórmula dos 10%: o webinar de 2 a 3 horas

O método completo leva 20 horas e mira os 80% que talvez comprem. A Fórmula dos 10% é a versão destilada: 2 a 3 horas de preparo, mirando os 10% que já comprariam, mas que ninguém está convidando. Foi com ela que Jason vendeu o software AMZ Launchpad, de US$ 12 mil por ano (US$ 1 mil por mês ou US$ 10 mil à vista), e fechou o mês com mais de US$ 3 milhões, falando só com os 5% da base que geravam 50% da receita.

Por que esses 10% compram quase sozinhos

MotivoO que é
ReciprocidadeVocê entrega demais e vende de menos. A pessoa quer retribuir e às vezes compra só por isso.
DesesperoParte do mercado está desesperada por qualquer solução; colocar a oferta na frente faz quase toda a venda.
Slight edgeQuem já tem sucesso (ou está obcecado pelo tema) compra se tirar um ganho mínimo. Conceito de Dan Kennedy.
TimingA pessoa acordou pensando “queria ter isso” e encontrou sua oferta no e-mail.
ParidadeSua oferta é mais específica para aquela pessoa do que qualquer outra disponível.
BarganhaHá quem compre só porque é um bom negócio (como a esposa dele e os sapatos com 55% de desconto).
RelevânciaAlgo mudou no mercado e você foi o primeiro a aproveitar. Ser rápido vale mais do que ser melhor.
EsperançaA esperança já existe; você só dá onde usá-la.
Vantagem de quem sai na frenteUma solução imperfeita, mas imediata, vale mais para alguns do que a perfeita depois.

Quando usar

  • Você tem uma base de clientes que está sendo subvendida: entrega conteúdo e valor, mas não vende (“vender é o valor final”).
  • Você tem uma prova recente e forte. “Prova é melhor que produto: crio produto em torno de prova, mas é difícil criar prova em torno de produto.”
  • O produto pode ser vendido antes e entregue depois. O próprio Genius Webinars foi vendido assim: “eu vendi ar”. Se não vender o suficiente, devolve o dinheiro e não faz o trabalho.
  • Algo novo aconteceu no mercado e seu produto se encaixa perfeitamente.

O roteiro: empurra e puxa o tempo todo

Empurrar demais gera resistência; puxar demais parece desespero. O ideal é empurrar um pouco e recuar um pouco: “tenho uma oferta, ela é perfeita para você… mas antes preciso te dar contexto”.

  1. “Tenho uma oferta que, se você for a pessoa certa, é perfeita para você.” O convite já diz isso: “quero que você venha ao webinar ver se é a pessoa certa para esta nova oferta”. Quase ninguém tem coragem de convidar assim, e é por isso que funciona.
  2. “Antes de saber se é para você, preciso dar o contexto.” No AMZ Launchpad: “isto não é para os fracos; se você não é um vendedor agressivo, não é para você. Se for usar a ferramenta para tentar ganhar na loteria, não compre.”
  3. “Nunca houve tanta oportunidade.”
  4. “Mas há desafios sérios.” No AMZ: 25 slides de dor (sequestro de anúncio, falsificadores, sabotagem). Para iniciantes ele nunca falaria disso; para quem já vendia e estava travado, era o centro.
  5. “Como lidar com isso para maximizar a oportunidade?” Ele fez a plateia prometer que usaria a ferramenta só para melhorar a experiência do cliente.
  6. “O que estamos fazendo agora… e por que só nós conseguimos.”
  7. “Como você também pode fazer” → transição → fechamento.

Quase não há “conteúdo”. Comparado ao método completo:

ElementoNa Fórmula dos 10%
AutoridadeA base já conhece você: só resultados recentes e específicos; um depoimento basta.
CompromissoUm só: considerar a oferta. Já está embutido no convite.
ObjeçõesAs 2 ou 3 mais fortes do segmento, dentro dos desafios.
Esperança e mistérioA esperança está na própria oferta; o mistério é a novidade da abordagem.
ConteúdoO “resultado” é: se você atende meus critérios, deve comprar. Sem passo a passo nem visão; o contexto é oportunidade e desafios.
TransiçãoA recapitulação continua; os sins viram diretos (“se o preço for justo, você está em condição de dizer sim hoje?”).
FechamentoIdêntico: oferta, preço ancorado, bônus com mais tempo, garantia, objeções.

Sem garantia? “Se você não está comprometido, não quero seu dinheiro. Só quero quem está 100% focado.” E a linguagem do convite é o oposto da do webinar educativo: em vez de “você vai ficar de queixo caído”, “pode ser exatamente o que você precisa”. Isso aumenta o desejo, porque a premissa é “só compre se for para você”.

Outras ideias das perguntas e respostas

  • Crédito da compra anterior: quem pagou 297 pelo produto menor abate o valor no de 997, numa oferta só para compradores e por tempo limitado.
  • Quem vende serviço: em uns 80% dos casos, coloque um produto na frente. O webinar vende o produto, que puxa o serviço, com clientes melhores e o poder de escolher. Para serviços de alto valor (30, 50, 200 mil), o webinar educa e a chamada à ação é o próximo passo, não a compra. Para serviços menores, use “fazer sozinho × a gente faz por você”.
  • “Um livro bem escrito vende por US$ 20.” Um livro leva 100 a 200 horas e custa 20; um curso feito em 10 horas vende por mil ou dois mil. Desvincule o preço do tempo de criação: o mercado paga por solução rápida e específica. A versão 1, meio pronta, vale mais que o livro perfeito daqui a 18 meses.
  • “Comprar é mais fácil do que comentar.” Um post para a lista dava 50 comentários; uma oferta de 29 dólares para a mesma lista dava 150 vendas. “O mercado quer soluções, não educação.”
  • O webinar também entrega: o modelo e-class (2 horas por semana, durante 8 semanas, por US$ 1.000) se vende e se entrega por webinar.
Ficha de IA · atalho de receita

Monte um webinar de venda declarada para a sua base

O que este prompt fazEscreve o convite e o roteiro completo da Fórmula dos 10% para o segmento da sua base que mais compra: os sete movimentos com empurra e puxa, os sins diretos da transição e o fechamento enxuto.
Tenha em mãos
  • Quem é o segmento que mais compra de você
  • As dores reais e avançadas desse segmento
  • Uma prova recente
  • O que você faz que ninguém mais faz
Você recebe
  • O e-mail de convite
  • O roteiro em sete movimentos
  • As perguntas diretas de sim
  • O fechamento adaptado
Como usar a respostaUse quando a base estiver há tempo demais sem receber uma oferta. É também o jeito mais rápido de ganhar prática antes do webinar completo.
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BÔNUS · ESTRATÉGIA DE FUNIL (WEBINAR FUNNEL STRATEGY)

O funil: fazer se inscrever, fazer aparecer, fazer comprar

Mesmo webinar, mesmo tráfego de 1.000 visitantes: num cenário, 250 inscritos, um quarto aparece e não há replay; no outro, 500 inscritos, metade aparece e o replay vende tanto quanto o ao vivo. Resultado: US$ 62.500 contra US$ 250.000. Mas a prioridade é clara: “um ótimo webinar num funil fraco ainda vai razoavelmente bem; um ótimo funil com um webinar fraco, não”. Acerte o webinar primeiro.

A cadência

DiasO que aconteceObjetivo
D1 a D3E-mails de convite. Ex.: webinar na quarta → e-mails na segunda, terça e quarta de manhã.Comparecimento
D3O webinar ao vivo, com o pitch.Vender
D4 a D6Três dias de follow-up vendendo o replay, que expira junto com a oferta.Vender no replay

Página de inscrição

  • Parece um evento, não uma página de captura. Ele imita propositalmente a página padrão da plataforma de webinar, com melhorias: manchete grande, contador, botão grande, responsiva. Mais de 50% chega pelo celular.
  • Sem menu, sem links, sem vender outra coisa. Um único objetivo: a inscrição.
  • Copy de tamanho médio. Curta demais traz muitos inscritos e pouca gente aparece; longa demais traz poucos inscritos que aparecem bem. Blind bullets, prova e chamada forte no fim.
  • A palavra “webinar”: no cadastro, ele evita (“evento ao vivo” ou nada); usa “treinamento” só quando o parceiro já chama tudo assim.
  • Depoimentos para sustentar promessas grandes.
  • Pop-up de saída só se você tem algo que compense o incômodo (um estudo de caso, um bônus).
  • Tráfego frio: primeiro uma isca (o ideal é um livro “grátis mais frete”) e o convite ao webinar na página de obrigado, com nova inscrição: o compromisso ativo vale mais.
  • Use “garanta sua vaga”, não “não perca”: não force (“você precisa saber disso”); faça a pessoa concluir sozinha.
  • Vídeo na página: só como exceção, e com a “dupla trilha de consumo”: o texto abaixo reforça o vídeo para quem assiste e o substitui para quem não assiste.

Página de obrigado: a mais subestimada

O comparecimento médio é de 20% a 25%, e cai quanto maior a audiência. Ele não vê 50% há anos.

  • Mostre o print do e-mail que vai chegar (“vai ser assim”), com assunto parecido com a manchete. A primeira venda é criar a relação com a caixa de entrada: muita gente só abre o e-mail 20 horas depois, nem lembra que se inscreveu e marca como spam.
  • “Em alguns minutos” (mesmo que chegue na hora): dá à pessoa algo para ler enquanto espera.
  • Não ofereça “adicionar ao calendário”. A pessoa precisa ir ao e-mail.
  • Revenda o webinar (future pacing), mostre slides do webinar como teaser e coloque depoimentos.
  • “Algumas coisas não estarão no replay.”
  • Peça compromisso: “venha pronto para implementar, não para aprender”.
  • Presente de pré-webinar, quando prepara a compra. No Lifebook, a autoavaliação das 12 áreas da vida virou a base do pitch: a pessoa chegava perguntando “tenho minha nota, e agora?”.
  • Em ocasiões especiais, ele dá dinheiro a quem aparece ao vivo (com Bob Proctor, que manda 8 mil inscritos e se encaixava no tema “atrair riqueza”).

Página de pedido do webinar

  • Não é página de vendas. “Dá para desvender quem já está vendido”: mais texto pode criar uma objeção que não existia.
  • É um formulário de pedido alongado: manchete, prazo, um parágrafo de benefício, os componentes (curtos), os bônus em destaque (com mais texto, imagens e prova que a oferta), garantia, chamada forte, um contador no topo e outro no fim, depoimentos na lateral do início ao fim.
  • Quase nunca vídeo: a pessoa ainda está ouvindo você no webinar, e duas vozes ao mesmo tempo assustam.
  • Sem tempo para montar? Mande direto para o checkout, nunca para a página de vendas comum.
  • A página que vendeu US$ 25 milhões levou três anos e meio de otimização, com bônus entrando e saindo e textos reescritos cinco ou seis vezes.

Página de replay e expiração

  • Aviso “este webinar sai do ar em [data]”, sem contador piscando acima do vídeo (distrai).
  • O replay expira junto com a oferta. Ele foi chamado de idiota quando fez isso em 2010; dois anos depois, todo mundo fazia igual. Se disse que expira, expira (exceções individuais, por pedido, são outra história).
  • O botão de compra aparece só no minuto em que a oferta é revelada no vídeo. Se não der para programar, deixe-o abaixo do vídeo.
  • No celular, a URL precisa estar falada e na tela do vídeo; use uma miniatura que dê vontade de clicar. Controles de vídeo: sem eles vendia um pouco mais, mas ele os oferece por respeito a quem tem a conexão caindo.
  • Quando expira, a página vira captura de lead, para não desperdiçar tráfego.

Para parceiros e afiliados

Ele monta as páginas mesmo quando é afiliado e reescreve tudo para o público de cada parceiro:

  • Para os traders de John Carter: “anunciando uma nova oportunidade num mercado diferente”, assinado por John, com Jason como “um cavalheiro” misterioso, revelado só na página de obrigado. E um segundo webinar quatro dias depois.
  • Para Bob Proctor (até 8 mil inscritos): vídeo do próprio Bob, linguagem de renda passiva, menos jargão. Com tanta gente, o vídeo funciona como lombada que filtra os mais qualificados. Página de obrigado completa, porque cada edição podia render mais de meio milhão.
  • Para Alex Charfen: numa palestra, pediu notas de 1 a 10 por escrito; usou as 78 notas 9 e 10, escaneadas, como depoimentos. Prova social engenheirada.
  • Para Joe Polish: “Como criar webinars de um milhão de dólares”; a página converteu 74,44%.

“Quanto maior a oportunidade, maior o capricho.” E o que vale para sessões gratuitas de estratégia: seja franco (“se fizer sentido, no fim vou te fazer uma oferta”) e revele uma faixa de preço antes (“o investimento fica entre 15 e 18 mil”), para que o preço real de 10 mil pareça uma vantagem.

Ficha de IA · funil, parte 1

Escreva as páginas do funil

O que este prompt fazEscreve a copy das quatro páginas do capítulo com as regras de cada uma: inscrição com cara de evento, obrigado com o print do e-mail e o pedido de compromisso, pedido como formulário alongado e replay com expiração e página pós-expiração.
Tenha em mãos
  • Data e hora do webinar e o prazo da oferta
  • Os blind bullets da introdução (capítulo 11)
  • Os componentes e bônus (capítulos 1 e 3)
  • A garantia (capítulo 4)
Você recebe
  • A copy completa das quatro páginas
  • O assunto do e-mail de acesso
  • Indicações de onde colocar depoimentos e contadores
Como usar a respostaMonte as páginas na ferramenta que você usa. Teste a inscrição no celular antes de mandar tráfego.
Ficha de IA · funil, parte 2

Escreva a sequência de e-mails

O que este prompt fazEscreve os e-mails da cadência D1 a D6: três convites com ângulos diferentes para aumentar o comparecimento, o aviso de “estamos ao vivo” e três dias de replay pensados para quem assistiu e não comprou, fechando com a urgência real do último dia.
Tenha em mãos
  • As datas do webinar e do fechamento
  • A escassez real (capítulo 6)
  • O bônus guardado para o último dia
Você recebe
  • 8 e-mails com assunto, pré-cabeçalho e corpo
  • Um único link por e-mail
Como usar a respostaPrograme tudo antes do webinar. No último dia, mande pelo menos um e-mail nas três horas finais, que costumam ser as mais lucrativas.